Tireoidite de Hashimoto Pediátrica: Evolução e Remissão

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a tireoidite de Hashimoto na infância e adolescência pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) O sexo masculino é o mais acometido
  2. B) Cerca de 80 a 90% dos pacientes, verifica-se a presença de antecedentes familiares de doença tireoidiana
  3. C) A evolução é lenta e pode progredir tanto para a destruição completa do tecido tireoidiano quanto para a remissão espontânea, a qual é mais observada nos adolescentes
  4. D) Em cerca de 75% dos pacientes, pode-se observar fase inicial com presença de sintomas sugestivos de hipertireoidismo, como taquicardia, irritabilidade, diarreia e insônia, que são transitórios. Essa fase é conhecida como hashitoxicose
  5. E) A diferenciação didática de hipotireoidismo secundário (hipofisário) ou terciário (hipotalâmico) pode ser feita com o teste de estímulo com hormônio liberador de tireotrofina (TRH), no qual se verifica ausência ou discreta elevação de hormônio estimulante da tireoide (TSH) no terciário e aumento significativo de hormônio estimulante da tireoide (TSH) no secundário

Pérola Clínica

Tireoidite de Hashimoto pediátrica: evolução lenta, pode ter remissão espontânea (mais em adolescentes) ou progredir para hipotireoidismo.

Resumo-Chave

A tireoidite de Hashimoto na infância e adolescência tem um curso variável. Embora possa levar à destruição tireoidiana e hipotireoidismo permanente, a remissão espontânea é uma possibilidade real, especialmente em adolescentes, o que exige acompanhamento cuidadoso.

Contexto Educacional

A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo adquirido na infância e adolescência, sendo uma doença autoimune caracterizada pela destruição progressiva da glândula tireoide. Embora mais comum em meninas, pode afetar ambos os sexos, e a presença de antecedentes familiares de doença tireoidiana é um fator de risco importante, presente em uma grande porcentagem dos casos. O reconhecimento precoce é fundamental para evitar impactos no crescimento e desenvolvimento. A fisiopatologia envolve a produção de anticorpos contra componentes da tireoide, como a tireoperoxidase (anti-TPO) e a tireoglobulina (anti-Tg), levando à inflamação crônica e eventual disfunção glandular. O diagnóstico é feito pela dosagem de TSH e T4 livre, juntamente com a detecção desses anticorpos. A evolução da doença é variável; pode ser lenta e progredir para hipotireoidismo franco, mas também pode apresentar fases de remissão espontânea, especialmente em adolescentes, ou uma fase inicial de hashitoxicose, com sintomas transitórios de hipertireoidismo. O tratamento principal para o hipotireoidismo é a reposição hormonal com levotiroxina, com doses ajustadas conforme o peso e a resposta clínica e laboratorial. O acompanhamento regular é essencial para monitorar a função tireoidiana e ajustar a medicação, visando manter os níveis hormonais dentro da faixa normal. É importante educar pacientes e familiares sobre a natureza crônica da doença e a necessidade de adesão ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de tireoidite de Hashimoto em crianças?

Os sinais podem ser sutis e inespecíficos, incluindo fadiga, ganho de peso, constipação e baixo rendimento escolar, refletindo o hipotireoidismo. Em alguns casos, pode haver bócio ou uma fase inicial de hashitoxicose.

A tireoidite de Hashimoto em adolescentes pode regredir?

Sim, a remissão espontânea da disfunção tireoidiana é mais frequentemente observada em adolescentes com tireoidite de Hashimoto, embora a progressão para hipotireoidismo permanente também seja comum. O acompanhamento é crucial.

O que é hashitoxicose e como se manifesta na infância?

Hashitoxicose é uma fase transitória de hipertireoidismo que pode ocorrer no início da tireoidite de Hashimoto, causada pela liberação de hormônios tireoidianos devido à destruição folicular. Manifesta-se com taquicardia, irritabilidade e diarreia.

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