HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
Sobre a tireoidite de Hashimoto, é CORRETO afirmar:
Tireoidite de Hashimoto pode ter fase inicial de hipertireoidismo transitório (hashitoxicose) antes do hipotireoidismo.
A Tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo primário, mas seu curso pode ser heterogêneo. É importante reconhecer que, na fase inicial, pode haver uma tireotoxicose transitória (hashitoxicose) devido à destruição folicular e liberação de hormônios tireoidianos pré-formados.
A Tireoidite de Hashimoto, também conhecida como tireoidite linfocítica crônica, é a causa mais comum de hipotireoidismo primário em regiões com suficiência de iodo. É uma doença autoimune caracterizada pela infiltração linfocítica da glândula tireoide, levando à destruição progressiva dos tireócitos e, consequentemente, à diminuição da produção de hormônios tireoidianos. O diagnóstico é baseado na clínica, níveis de TSH e T4 livre, e na detecção de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e/ou antitireoglobulina (anti-Tg), sendo o anti-TPO positivo em mais de 90% dos casos. Embora o curso clássico da Tireoidite de Hashimoto seja o desenvolvimento gradual de hipotireoidismo, é crucial reconhecer que a doença pode apresentar fases distintas. Na fase inicial, alguns pacientes podem experimentar uma tireotoxicose transitória, conhecida como hashitoxicose. Isso ocorre devido à inflamação e destruição dos folículos tireoidianos, que liberam hormônios tireoidianos pré-formados na circulação, resultando em sintomas de hipertireoidismo. Essa fase é autolimitada e geralmente precede o estabelecimento do hipotireoidismo. O tratamento da Tireoidite de Hashimoto é focado na reposição hormonal com levotiroxina quando o hipotireoidismo se estabelece. O bócio, que é o aumento difuso da tireoide, é um achado comum, mas geralmente não é doloroso. A PAAF não é um critério diagnóstico rotineiro, sendo indicada apenas para investigação de nódulos tireoidianos suspeitos. A compreensão da heterogeneidade do curso da doença é fundamental para o manejo adequado e para evitar erros diagnósticos.
Os principais achados laboratoriais incluem TSH elevado (no hipotireoidismo), T4 livre baixo, e a presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e/ou antitireoglobulina (anti-Tg), sendo o anti-TPO o mais sensível.
A fase de tireotoxicose, ou hashitoxicose, ocorre na fase inicial da doença devido à inflamação e destruição dos folículos tireoidianos, liberando hormônios tireoidianos pré-formados na circulação, resultando em sintomas de hipertireoidismo transitório.
A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) geralmente não é necessária para o diagnóstico de Tireoidite de Hashimoto, que é feito com base em critérios clínicos, laboratoriais (TSH, T4 livre, anticorpos) e ultrassonográficos. A PAAF é reservada para nódulos tireoidianos suspeitos.
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