Tireoidite de Hashimoto: Diagnóstico e Marcadores

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 35 anos, com diabetes tipo 1, queixa fadiga, ganho de peso, queda capilar, dor articular, cãimbras e rouquidão. Realizou ultrassonografia, demonstrando tireoide com ecotextura heterogênea com hipoecogenicidade difusa. Em relação aos exames laboratoriais, qual o exame mais específico para confirmação da hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Anti-Tg
  2. B) Anti-TPO
  3. C) Anti-Ro/SSA
  4. D) Anti-La/SSB

Pérola Clínica

Hipotireoidismo + USG tireoide heterogênea + DM1 → investigar Tireoidite de Hashimoto com Anti-TPO.

Resumo-Chave

A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo primário, frequentemente associada a outras doenças autoimunes como o Diabetes Mellitus tipo 1. O anticorpo anti-tireoperoxidase (Anti-TPO) é o marcador mais sensível e específico para o diagnóstico desta condição.

Contexto Educacional

A Tireoidite de Hashimoto, ou tireoidite linfocítica crônica, é a causa mais comum de hipotireoidismo primário em regiões com suficiência de iodo. É uma doença autoimune caracterizada pela destruição progressiva da glândula tireoide por linfócitos e anticorpos, levando à diminuição da produção de hormônios tireoidianos. Sua prevalência é maior em mulheres e aumenta com a idade, sendo frequentemente associada a outras doenças autoimunes, como o Diabetes Mellitus tipo 1, anemia perniciosa e vitiligo. O diagnóstico da Tireoidite de Hashimoto é baseado na clínica de hipotireoidismo (fadiga, ganho de peso, bradicardia, pele seca, constipação), nos achados laboratoriais de TSH elevado e T4 livre baixo (no hipotireoidismo franco), e na presença de anticorpos tireoidianos. A ultrassonografia da tireoide pode revelar ecotextura heterogênea e hipoecogenicidade difusa, características da inflamação crônica. Entre os anticorpos, o anti-tireoperoxidase (Anti-TPO) é o mais sensível e específico, presente em cerca de 90-95% dos pacientes, sendo crucial para confirmar a etiologia autoimune. O tratamento do hipotireoidismo resultante da Tireoidite de Hashimoto consiste na reposição hormonal com levotiroxina. A dose é ajustada para normalizar os níveis de TSH, aliviando os sintomas e prevenindo complicações. O acompanhamento regular da função tireoidiana é essencial, especialmente em pacientes com outras doenças autoimunes, devido ao risco de flutuações na função da glândula.

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas da Tireoidite de Hashimoto?

Os sintomas da Tireoidite de Hashimoto são inespecíficos e incluem fadiga, ganho de peso, queda capilar, dor articular, cãibras, rouquidão e intolerância ao frio, refletindo o hipotireoidismo.

Qual a importância do Anti-TPO no diagnóstico?

O anticorpo anti-tireoperoxidase (Anti-TPO) é o marcador mais sensível e específico para a Tireoidite de Hashimoto, indicando a presença de autoimunidade contra a tireoide e confirmando a etiologia autoimune do hipotireoidismo.

Qual a relação entre Diabetes tipo 1 e Tireoidite de Hashimoto?

Ambas são doenças autoimunes e frequentemente coexistem. Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 têm maior risco de desenvolver Tireoidite de Hashimoto, justificando o rastreamento de disfunção tireoidiana.

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