UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Mulher, 35 anos, com diabetes tipo 1, queixa fadiga, ganho de peso, queda capilar, dor articular, cãimbras e rouquidão. Realizou ultrassonografia, demonstrando tireoide com ecotextura heterogênea com hipoecogenicidade difusa. Em relação aos exames laboratoriais, qual o exame mais específico para confirmação da hipótese diagnóstica?
Hipotireoidismo + USG tireoide heterogênea + DM1 → investigar Tireoidite de Hashimoto com Anti-TPO.
A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo primário, frequentemente associada a outras doenças autoimunes como o Diabetes Mellitus tipo 1. O anticorpo anti-tireoperoxidase (Anti-TPO) é o marcador mais sensível e específico para o diagnóstico desta condição.
A Tireoidite de Hashimoto, ou tireoidite linfocítica crônica, é a causa mais comum de hipotireoidismo primário em regiões com suficiência de iodo. É uma doença autoimune caracterizada pela destruição progressiva da glândula tireoide por linfócitos e anticorpos, levando à diminuição da produção de hormônios tireoidianos. Sua prevalência é maior em mulheres e aumenta com a idade, sendo frequentemente associada a outras doenças autoimunes, como o Diabetes Mellitus tipo 1, anemia perniciosa e vitiligo. O diagnóstico da Tireoidite de Hashimoto é baseado na clínica de hipotireoidismo (fadiga, ganho de peso, bradicardia, pele seca, constipação), nos achados laboratoriais de TSH elevado e T4 livre baixo (no hipotireoidismo franco), e na presença de anticorpos tireoidianos. A ultrassonografia da tireoide pode revelar ecotextura heterogênea e hipoecogenicidade difusa, características da inflamação crônica. Entre os anticorpos, o anti-tireoperoxidase (Anti-TPO) é o mais sensível e específico, presente em cerca de 90-95% dos pacientes, sendo crucial para confirmar a etiologia autoimune. O tratamento do hipotireoidismo resultante da Tireoidite de Hashimoto consiste na reposição hormonal com levotiroxina. A dose é ajustada para normalizar os níveis de TSH, aliviando os sintomas e prevenindo complicações. O acompanhamento regular da função tireoidiana é essencial, especialmente em pacientes com outras doenças autoimunes, devido ao risco de flutuações na função da glândula.
Os sintomas da Tireoidite de Hashimoto são inespecíficos e incluem fadiga, ganho de peso, queda capilar, dor articular, cãibras, rouquidão e intolerância ao frio, refletindo o hipotireoidismo.
O anticorpo anti-tireoperoxidase (Anti-TPO) é o marcador mais sensível e específico para a Tireoidite de Hashimoto, indicando a presença de autoimunidade contra a tireoide e confirmando a etiologia autoimune do hipotireoidismo.
Ambas são doenças autoimunes e frequentemente coexistem. Pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 têm maior risco de desenvolver Tireoidite de Hashimoto, justificando o rastreamento de disfunção tireoidiana.
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