Tireoidite de Hashimoto: Diagnóstico e Achados Laboratoriais

ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 35 anos de idade, assintomático, procurou atendimento médico para realizar seu exame anual periódico exigido pela empresa em que trabalha. No exame físico, identificou-se tireoide palpável com consistência lisa e elástica, não havendo relato de dor à palpação. A avaliação da função tireoidiana mostrou TSH aumentado com T4 livre normal. Que achado laboratorial confirma o provável diagnóstico desse paciente?

Alternativas

  1. A) Leucocitose com desvio à esquerda.
  2. B) Nível de T3 aumentado.
  3. C) Nódulo hipocaptante de tireoide.
  4. D) Presença de anticorpo antitireoperoxidase.
  5. E) Aumento do colesterol total.

Pérola Clínica

TSH ↑ com T4 livre normal + tireoide elástica → hipotireoidismo subclínico, confirmar com anti-TPO.

Resumo-Chave

O hipotireoidismo subclínico é caracterizado por TSH elevado e T4 livre normal. A causa mais comum é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, cujo diagnóstico é confirmado pela presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO).

Contexto Educacional

A tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo e uma doença autoimune crônica que afeta a glândula tireoide. Caracteriza-se pela infiltração linfocitária da tireoide, levando à destruição progressiva do tecido glandular e, eventualmente, à falha na produção de hormônios tireoidianos. É mais prevalente em mulheres e pode se apresentar com bócio indolor e consistência elástica. O diagnóstico da tireoidite de Hashimoto baseia-se na avaliação da função tireoidiana e na detecção de autoanticorpos. O hipotireoidismo subclínico, com TSH elevado e T4 livre normal, é uma apresentação comum. A presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) é o marcador mais sensível e específico para confirmar a etiologia autoimune da disfunção tireoidiana. Outros anticorpos, como o antitireoglobulina (anti-Tg), também podem estar presentes. O tratamento do hipotireoidismo, seja ele franco ou subclínico com indicação, envolve a reposição hormonal com levotiroxina. O acompanhamento regular do TSH é crucial para ajustar a dose e monitorar a progressão da doença. A compreensão da fisiopatologia e dos marcadores diagnósticos é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para hipotireoidismo subclínico?

O hipotireoidismo subclínico é diagnosticado pela presença de TSH elevado (geralmente entre 4,5 e 10 mUI/L) com níveis normais de T4 livre.

Qual a importância do anticorpo antitireoperoxidase (anti-TPO) na tireoidite de Hashimoto?

O anti-TPO é um marcador de autoimunidade tireoidiana e sua presença confirma o diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, mesmo em pacientes assintomáticos ou com hipotireoidismo subclínico.

Quando o hipotireoidismo subclínico deve ser tratado?

O tratamento com levotiroxina é geralmente considerado para TSH > 10 mUI/L, ou entre 4,5-10 mUI/L em pacientes sintomáticos, gestantes ou com anti-TPO positivo.

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