Tireoidite de Hashimoto: Diagnóstico e Tratamento

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Qual das seguintes opções melhor descreve as manifestações clínicas e abordagem terapêutica para a tireoidite de Hashimoto?

Alternativas

  1. A) A tireoidite de Hashimoto é tipicamente uma condição hipertireoidiana que requer terapia com iodo radioativo para controlar os sintomas de hiperatividade glandular.
  2. B) Manifesta-se geralmente com hipotireoidismo, sendo o tratamento padrão a suplementação de hormônio tireoidiano para normalizar os níveis hormonais.
  3. C) Caracteriza-se por um rápido aumento na produção de hormônios tireoidianos, tratados com bloqueadores adrenérgicos para controlar a frequência cardíaca.
  4. D) É uma condição transitória que não requer intervenção médica, pois a glândula se recupera completamente sem tratamento.

Pérola Clínica

Tireoidite de Hashimoto = Causa mais comum de hipotireoidismo primário; tratar com levotiroxina quando TSH ↑.

Resumo-Chave

A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune onde o sistema imune ataca a glândula tireoide, levando à sua destruição gradual e consequente hipotireoidismo. O tratamento consiste na reposição hormonal com levotiroxina para normalizar os níveis de TSH e T4 livre.

Contexto Educacional

A Tireoidite de Hashimoto, ou tireoidite linfocítica crônica, é a causa mais comum de hipotireoidismo em áreas com suficiência de iodo. Trata-se de uma doença autoimune órgão-específica, caracterizada pela infiltração linfocitária da glândula tireoide e produção de autoanticorpos, principalmente anti-peroxidase tireoidiana (anti-TPO). A condição é mais prevalente em mulheres e sua incidência aumenta com a idade. A fisiopatologia envolve a destruição progressiva dos tireócitos mediada por células T e B, levando a uma redução na capacidade de produção hormonal. Clinicamente, os pacientes podem ser assintomáticos por anos, mas eventualmente desenvolvem sinais e sintomas de hipotireoidismo, como fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio e constipação. O diagnóstico é confirmado por TSH elevado, T4 livre baixo e anti-TPO positivo. O tratamento padrão para o hipotireoidismo causado pela Tireoidite de Hashimoto é a reposição hormonal com levotiroxina sódica (L-T4) sintética. O objetivo é restaurar o estado eutireoideo, normalizando os níveis de TSH. A dose é individualizada e ajustada com base no monitoramento regular do TSH. O prognóstico com tratamento adequado é excelente.

Perguntas Frequentes

Quais são os marcadores laboratoriais da Tireoidite de Hashimoto?

O diagnóstico laboratorial baseia-se na dosagem dos hormônios tireoidianos (TSH elevado e T4 livre baixo ou normal-baixo) e na detecção de autoanticorpos, principalmente o anticorpo anti-peroxidase tireoidiana (anti-TPO) e, menos frequentemente, o anti-tireoglobulina (anti-Tg).

Quando se inicia o tratamento com levotiroxina na Tireoidite de Hashimoto?

O tratamento é indicado para pacientes com hipotireoidismo manifesto (TSH alto, T4L baixo). No hipotireoidismo subclínico (TSH alto, T4L normal), a decisão de tratar é individualizada, considerando o nível de TSH (geralmente >10 mUI/L), sintomas, gestação ou comorbidades.

O que é Hashitoxicose?

Hashitoxicose é uma fase transitória de hipertireoidismo que pode ocorrer no início da Tireoidite de Hashimoto. Ela é causada pela liberação de hormônios tireoidianos pré-formados devido à destruição inflamatória dos folículos, sendo geralmente seguida pela evolução para o hipotireoidismo.

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