AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Mulher, 56 anos, procurou a UBS queixando-se de que seu pescoço engrossava, porém não doía. O exame físico mostrou uma tireóide de consistência firme com aumento difuso. Frente ao quadro clínico e os exames abaixo apresentados é correto afirmar que o diagnóstico é tireoidite de: Exames laboratoriais:
Bócio difuso, indolor, tireoide firme em mulher de meia-idade → Tireoidite de Hashimoto.
A Tireoidite de Hashimoto é a causa mais comum de hipotireoidismo em áreas com iodo suficiente. Caracteriza-se por um bócio difuso, geralmente indolor e de consistência firme, resultante da infiltração linfocítica da glândula tireoide, comum em mulheres de meia-idade.
A Tireoidite de Hashimoto, também conhecida como tireoidite crônica linfocítica, é a causa mais comum de hipotireoidismo em regiões com ingestão adequada de iodo. É uma doença autoimune caracterizada pela destruição progressiva da glândula tireoide por linfócitos e anticorpos, levando à redução da produção de hormônios tireoidianos. A epidemiologia mostra uma maior prevalência em mulheres, especialmente na meia-idade, e frequentemente há história familiar de doenças autoimunes. Clinicamente, os pacientes podem apresentar um bócio difuso, geralmente indolor e de consistência firme ou borrachosa, como descrito na questão. Os sintomas de hipotireoidismo se desenvolvem gradualmente e incluem fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, pele seca, constipação e bradicardia. O diagnóstico é estabelecido pela combinação de achados clínicos, níveis elevados de TSH com T4 livre baixo ou normal-baixo, e a presença de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e/ou antitireoglobulina (anti-Tg). A ultrassonografia da tireoide pode mostrar um padrão heterogêneo e hipoecogênico, compatível com inflamação crônica. O tratamento é a reposição hormonal com levotiroxina, que deve ser iniciada e ajustada para restaurar o estado eutireoidiano e aliviar os sintomas.
Clinicamente, a Tireoidite de Hashimoto frequentemente se apresenta com bócio difuso, indolor e de consistência firme. Os pacientes podem ter sintomas de hipotireoidismo, como fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio e constipação.
O diagnóstico laboratorial inclui a dosagem de TSH (geralmente elevado) e T4 livre (geralmente baixo ou normal-baixo), além da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO) e antitireoglobulina (anti-Tg), que são positivos na maioria dos casos.
O tratamento consiste na reposição hormonal com levotiroxina, ajustando a dose para normalizar os níveis de TSH e aliviar os sintomas de hipotireoidismo. O bócio pode regredir parcialmente com o tratamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo