Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher, 42 anos, apresenta dor em região cervical anterior há uma semana. Apresenta febre de 38,4 °C associada ao quadro. Refere, que, há quase dois meses, apresentou infecção de vias aéreas superiores, a qual se resolveu sozinha. Exame físico: na inspeção cervical, não há anormalidades; a palpação do pescoço revela tireoide bastante sensível e aumentada; sem outros achados relevantes. Exames laboratoriais: T4 = 16 μg/dL (VR = 4,5 a 12,6 μg/dL), T3 = 200 ng/dL (VR = 80 a 180 ng/dL), TSH = 0,12 μU/mL (VR = 0,4 a 4,0 mU/L) e VHS de 30 mm/hora. Após dois meses, a paciente está assintomática e os testes de função tireoidiana voltaram ao normal. Nunca mais apresentou nenhum problema relacionado à tireoide.A causa mais provável do quadro transitório apresentado foi
Tireoidite De Quervain → dor cervical anterior, febre, VHS ↑, hipertireoidismo transitório pós-infecção viral.
A tireoidite granulomatosa subaguda, ou de De Quervain, é uma condição inflamatória da tireoide que geralmente segue uma infecção viral de vias aéreas superiores. Caracteriza-se por dor cervical anterior intensa, febre e uma fase inicial de hipertireoidismo devido à liberação de hormônios pré-formados, seguida por hipotireoidismo e, geralmente, recuperação completa.
A tireoidite granulomatosa subaguda, também conhecida como tireoidite de De Quervain, é uma condição inflamatória da glândula tireoide, geralmente de etiologia viral, que se manifesta com dor cervical anterior, febre e disfunção tireoidiana transitória. É mais comum em mulheres de meia-idade e frequentemente segue uma infecção de vias aéreas superiores. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-la de outras causas de hipertireoidismo e dor cervical. Fisiopatologicamente, a infecção viral leva à destruição dos folículos tireoidianos, liberando hormônios pré-formados na circulação, o que causa uma fase inicial de hipertireoidismo. O diagnóstico é baseado na tríade clínica de dor cervical, febre e histórico viral, juntamente com exames laboratoriais que mostram TSH suprimido, T4/T3 elevados e VHS marcadamente aumentado. A tireoide é tipicamente dolorosa à palpação. O tratamento é primariamente sintomático, com analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para a dor e inflamação. Em casos mais severos, corticosteroides podem ser necessários. Betabloqueadores podem ser usados para controlar os sintomas do hipertireoidismo. A doença geralmente tem um curso autolimitado, com recuperação completa da função tireoidiana em meses, embora uma fase de hipotireoidismo transitório possa ocorrer.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa na região cervical anterior, que pode irradiar para a mandíbula ou ouvidos, febre, mal-estar e, frequentemente, um histórico recente de infecção viral de vias aéreas superiores.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico (tireoide dolorosa e aumentada), e laboratorial, com TSH baixo, T4/T3 elevados na fase inicial e VHS muito elevado. A cintilografia mostra captação reduzida.
O tratamento é sintomático, visando aliviar a dor e a inflamação com AINEs. Em casos mais graves, corticosteroides podem ser usados. Betabloqueadores podem ser indicados para controlar os sintomas do hipertireoidismo.
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