UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Que característica, dentre as abaixo, preenche um dos critérios para realização de tireoidectomia parcial em pacientes com diagnóstico de carcinoma papilar de tireoide?
Carcinoma papilar de tireoide: tireoidectomia parcial para tumores < 4 cm, unilaterais, sem invasão ou metástase.
A tireoidectomia parcial (lobectomia) é uma opção para carcinoma papilar de tireoide de baixo risco, geralmente tumores unilaterais menores que 4 cm, sem evidência de invasão extratireoidiana ou metástase linfonodal/à distância. Essa abordagem visa reduzir morbidade cirúrgica.
O carcinoma papilar de tireoide é o tipo mais comum de câncer de tireoide, representando cerca de 80% dos casos. A decisão entre tireoidectomia total e parcial é crucial e baseia-se em fatores de risco do tumor e do paciente. A tireoidectomia parcial (lobectomia) é uma opção para pacientes com doença de baixo risco, visando um tratamento eficaz com menor morbidade. Os critérios para considerar a tireoidectomia parcial incluem tumores primários unilaterais menores que 4 cm, sem evidência de invasão extratireoidiana macroscópica, linfonodos cervicais negativos e ausência de metástase à distância. A avaliação pré-operatória cuidadosa, incluindo ultrassonografia cervical e, em alguns casos, biópsia por agulha fina, é fundamental para estratificar o risco. A escolha da extensão da cirurgia impacta o acompanhamento pós-operatório e a necessidade de terapia com iodo radioativo. Pacientes submetidos à tireoidectomia parcial geralmente necessitam de monitoramento rigoroso, mas podem ter uma melhor qualidade de vida devido à menor taxa de complicações e, em alguns casos, à preservação da função tireoidiana residual.
Os principais critérios incluem tumores primários unilaterais com menos de 4 cm, ausência de invasão extratireoidiana, ausência de linfonodos cervicais positivos e ausência de metástase à distância.
Tumores multicêntricos indicam maior carga tumoral e risco de recorrência em ambos os lobos, justificando a remoção completa da glândula para um controle oncológico mais eficaz.
A tireoidectomia parcial está associada a menor risco de complicações cirúrgicas, como hipoparatireoidismo permanente e lesão de nervo laríngeo recorrente, e pode evitar a necessidade de reposição hormonal em alguns pacientes.
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