UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
A tireoidectomia é um procedimento com elevado risco de lesões a estruturas nobres, sendo a mais notável a lesão neural. O uso de tecnologia ajuda o cirurgião na tomada de decisões para minimizar esse tipo de iatrogenia. Durante a dissecção do polo superior da tireoide, o nervo que deve ser protegido e a forma como se pode mitigar o acidente, respectivamente, são:
Polo superior tireoide → Nervo Laríngeo Superior; ligadura justa-glandular para evitar lesão.
Durante a tireoidectomia, o ramo externo do nervo laríngeo superior corre risco no polo superior; a ligadura deve ser individual e junto à glândula.
A tireoidectomia exige conhecimento anatômico preciso para evitar iatrogenias. O nervo laríngeo superior, especificamente seu ramo externo, cruza próximo à artéria tireóidea superior. A manobra de ligar os vasos individualmente e rente à glândula minimiza o risco de captura do nervo no clampeamento ou ligadura em bloco. Estudos mostram que a monitorização nervosa intraoperatória pode auxiliar, mas a técnica cirúrgica meticulosa permanece como o padrão-ouro para a preservação das estruturas nobres cervicais.
O ramo externo do nervo laríngeo superior é responsável pela inervação do músculo cricotireóideo, que tensiona as pregas vocais para a emissão de sons agudos. Sua lesão causa fadiga vocal e perda da projeção da voz.
A técnica recomendada envolve a dissecção cuidadosa do polo superior da tireoide, realizando a ligadura individual dos vasos tireóideos superiores o mais próximo possível da cápsula glandular (ligadura justa-glandular).
A lesão do laríngeo superior afeta o tom da voz (agudos), enquanto a lesão do laríngeo recorrente causa paralisia da prega vocal, resultando em rouquidão persistente ou insuficiência respiratória se bilateral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo