CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas — Prova 2021
Paciente, sexo feminino, 45 anos de idade, é encaminhada ao ambulatório de cirurgia por apresentar nódulo palpável em região cervical anterior. A paciente nega comorbidades ou uso de medicações. Ao exame, bom estado geral, presença de nódulo palpável na topografia da glândula tireoide, medindo cerca de 1,2cm no maior diâmetro. Foi realizada uma ultrassonografia da região cervical.Caso indicado tratamento cirúrgico para o nódulo, determine, dentre as opções apresentadas, a principal preocupação do cirurgião nas primeiras 48 horas do pós-operatório.
Pós-tireoidectomia: principal preocupação nas primeiras 48h é hipocalcemia por lesão/remoção das paratireoides.
A hipocalcemia é a complicação mais comum e preocupante nas primeiras 48 horas após a tireoidectomia, devido ao risco de lesão ou remoção inadvertida das glândulas paratireoides, que regulam o metabolismo do cálcio.
A tireoidectomia é um procedimento cirúrgico comum para o tratamento de nódulos tireoidianos, bócio e câncer de tireoide. Embora geralmente segura, apresenta riscos de complicações. A identificação e o manejo precoce dessas complicações são cruciais para a segurança do paciente e a recuperação pós-operatória. A hipocalcemia é uma das complicações mais frequentes e clinicamente relevantes. A principal causa da hipocalcemia pós-tireoidectomia é o hipoparatireoidismo, que pode ser transitório ou permanente. Isso ocorre devido à lesão direta, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides durante a dissecção cirúrgica da tireoide. As glândulas paratireoides são pequenas e estão intimamente relacionadas à tireoide, tornando-as vulneráveis. A hipocalcemia geralmente se manifesta nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia. A monitorização dos níveis de cálcio sérico e PTH no pós-operatório é fundamental. O tratamento da hipocalcemia pode incluir suplementação oral de cálcio e vitamina D para casos leves a moderados, e administração intravenosa de gluconato de cálcio para hipocalcemia sintomática ou grave. O reconhecimento precoce dos sintomas, como parestesias e tetania, é vital para evitar complicações mais sérias como arritmias cardíacas e convulsões.
Os sintomas incluem parestesias periorais e nas extremidades, espasmos musculares, tetania, sinal de Chvostek e Trousseau positivos, e em casos graves, convulsões e arritmias cardíacas.
A hipocalcemia ocorre devido à lesão, remoção inadvertida ou isquemia das glândulas paratireoides durante a cirurgia, resultando em hipoparatireoidismo transitório ou permanente e consequente queda dos níveis de PTH e cálcio.
O manejo inclui a monitorização dos níveis de cálcio sérico e PTH, suplementação oral de cálcio e vitamina D, e em casos de hipocalcemia sintomática ou grave, administração intravenosa de gluconato de cálcio.
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