PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
É CORRETO afirmar que a mais frequente complicação associada ao pós-operatório do tratamento cirúrgico do câncer de tiroide é:
Tireoidectomia: A complicação mais frequente é a hipocalcemia, devido a lesão ou isquemia das paratireoides.
A complicação mais comum após o tratamento cirúrgico do câncer de tireoide (tireoidectomia) é a hipocalcemia. Isso ocorre devido à lesão inadvertida, remoção ou isquemia das glândulas paratireoides durante a cirurgia, resultando em hipoparatireoidismo transitório ou, menos frequentemente, permanente. A hipocalcemia pode manifestar-se com parestesias, cãibras e, em casos graves, tetania.
O tratamento cirúrgico do câncer de tireoide, geralmente a tireoidectomia total ou parcial, é um procedimento comum na prática cirúrgica. Embora seja considerado seguro, apresenta riscos de complicações que todo residente deve conhecer. A complicação mais frequente e clinicamente relevante é a hipocalcemia pós-operatória. Esta ocorre devido à disfunção das glândulas paratireoides, que são pequenas estruturas localizadas próximas à tireoide e responsáveis pela regulação do cálcio no organismo. Durante a cirurgia, as paratireoides podem ser inadvertidamente lesadas, removidas ou sofrer isquemia, resultando em hipoparatireoidismo transitório ou, em menor percentual, permanente. Outras complicações incluem lesão do nervo laríngeo recorrente (causando disfonia), hemorragia (com risco de compressão de vias aéreas) e infecção, embora estas sejam menos frequentes que a hipocalcemia. O reconhecimento precoce dos sintomas de hipocalcemia, como parestesias e cãibras, e o manejo adequado com suplementação de cálcio e vitamina D são cruciais para a segurança do paciente. A monitorização dos níveis de cálcio e paratormônio no pós-operatório imediato é uma prática padrão. Residentes devem dominar a anatomia cervical, as técnicas cirúrgicas para preservar as paratireoides e o nervo laríngeo, e o manejo das complicações pós-operatórias para garantir um desfecho favorável aos pacientes submetidos à tireoidectomia.
A principal causa da hipocalcemia pós-tireoidectomia é o hipoparatireoidismo, que pode ser transitório ou permanente. Ele resulta da lesão inadvertida, remoção ou isquemia das glândulas paratireoides durante o procedimento cirúrgico, levando à diminuição da produção de paratormônio (PTH).
Os sintomas da hipocalcemia podem incluir parestesias (formigamento) periorais e nas extremidades, cãibras musculares, espasmos, irritabilidade e, em casos mais graves, tetania, convulsões e arritmias cardíacas. O sinal de Chvostek e o sinal de Trousseau podem estar presentes.
O manejo envolve a monitorização dos níveis séricos de cálcio e PTH no pós-operatório. A maioria dos pacientes com hipocalcemia transitória necessita de suplementação oral de cálcio e vitamina D (calcitriol). Em casos graves, pode ser necessária a reposição intravenosa de cálcio.
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