USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 32 anos de idade, primigesta com 38 semanas de gravidez, sem doenças, foi admitida na maternidade em trabalho de parto espontâneo. Apresentou amniorrexe espontânea no momento da admissão, com saída de líquido claro com grumos. Ao exame físico, apresentou bom estado geral, corada, normotensa e normocárdica. Abdome gravídico, altura uterina de 33 cm, dinâmica presente, batimento cardíaco fetal presente de 146 bpm. O acompanhamento do trabalho de parto está demonstrado no partograma a seguir:Ao avaliar a evolução do trabalho de parto representado, assinale o provável tipo de pelve da parturiente.
Partograma com progressão lenta e apresentação em OP → Sugere pelve antropoide (diâmetro AP > transverso).
A avaliação do partograma, especialmente a progressão da dilatação e descida fetal, pode fornecer pistas sobre o tipo de pelve materna. Uma pelve antropoide, caracterizada por um diâmetro anteroposterior maior que o transverso, pode favorecer a apresentação occipitoposterior e um trabalho de parto mais lento.
A pelve materna é um fator determinante na progressão do trabalho de parto. Existem quatro tipos morfológicos principais: ginecoide, androide, antropoide e platipeloide. A pelve ginecoide é considerada a mais favorável para o parto vaginal, enquanto os outros tipos podem predispor a distocias. A compreensão da relação entre a morfologia pélvica e a dinâmica do trabalho de parto é crucial para o acompanhamento obstétrico. O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto. Uma progressão atípica no partograma, como uma fase ativa prolongada ou uma parada de progressão, pode indicar uma desproporção céfalo-pélvica ou um tipo de pelve desfavorável. A pelve antropoide, caracterizada por um diâmetro anteroposterior maior que o transverso, pode favorecer a apresentação occipitoposterior, o que pode levar a um trabalho de parto mais demorado e doloroso. A avaliação do tipo de pelve é feita clinicamente e radiologicamente, quando necessário. A identificação de um tipo de pelve que predispõe a distocias permite ao obstetra antecipar complicações e planejar a conduta, que pode variar desde o manejo expectante com suporte até a indicação de cesariana em casos de falha de progressão. O prognóstico do parto vaginal pode ser influenciado pelo tipo de pelve, mas muitos partos em pelves não ginecoides ainda ocorrem com sucesso.
Os quatro tipos são ginecoide (mais comum e favorável, arredondada), androide (em forma de coração, desfavorável), antropoide (ovalada anteroposteriormente, pode levar a apresentação occipitoposterior) e platipeloide (ovalada transversalmente, desfavorável).
Um partograma com progressão lenta da dilatação ou da descida fetal, ou com apresentações anômalas (como occipitoposterior persistente), pode sugerir um tipo de pelve menos favorável, como a androide ou antropoide.
A identificação do tipo de pelve, embora muitas vezes inferida clinicamente, ajuda a prever possíveis distocias e a planejar a conduta obstétrica, como a necessidade de intervenções ou a possibilidade de um parto vaginal prolongado.
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