HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2018
Dois pesquisadores decidiram estudar o impacto da prescrição de progesterona vaginal na prevenção do parto prematuro entre gestantes adolescente assistidas em UBS da cidade do Rio de Janeiro. Desenvolveram uma pesquisa na qual as gestantes que procuraram assistência na UBS de Copacabana não receberam a medicação, enquanto as assistidas na UBS Engenho da Rainha receberam a droga. Assinale a opção CORRETA:
Estudo experimental = pesquisador intervém; Não aleatório = alocação não por sorteio.
Um estudo é considerado experimental quando o pesquisador manipula uma variável (intervenção) e aloca os participantes em grupos de tratamento e controle. Se essa alocação não é feita por sorteio (randomização), o estudo é classificado como não aleatório ou quase-experimental, introduzindo potenciais vieses de seleção.
A compreensão dos diferentes tipos de estudos epidemiológicos é fundamental para a prática médica baseada em evidências, permitindo que profissionais e estudantes avaliem criticamente a literatura científica. Os estudos podem ser amplamente categorizados em observacionais e experimentais. Nos estudos observacionais, o pesquisador apenas observa a ocorrência de eventos e exposições sem intervir. Já nos estudos experimentais, o pesquisador manipula ativamente uma variável (a intervenção) e avalia seu efeito. Dentro dos estudos experimentais, a randomização é um elemento chave. Um ensaio clínico randomizado (ECR) é o padrão-ouro para avaliar a eficácia de intervenções, pois a alocação aleatória dos participantes aos grupos de tratamento e controle minimiza o viés de seleção e distribui uniformemente fatores de confusão conhecidos e desconhecidos. No entanto, nem todos os estudos experimentais são randomizados. Um estudo experimental não randomizado, também conhecido como quase-experimental, envolve uma intervenção, mas a alocação dos participantes aos grupos não é feita por sorteio, como no exemplo da questão, onde a alocação foi por UBS. A ausência de randomização em um estudo experimental pode introduzir vieses de seleção, onde as características dos grupos de intervenção e controle podem diferir desde o início, influenciando os resultados. Isso torna mais difícil atribuir os desfechos exclusivamente à intervenção. Apesar dessa limitação, estudos quase-experimentais são frequentemente utilizados quando a randomização é inviável ou antiética, fornecendo evidências importantes, embora com um nível de certeza menor do que os ECRs. A progesterona vaginal, por exemplo, é uma intervenção estudada para prevenção de parto prematuro, e a forma como esses estudos são desenhados impacta diretamente a força de suas conclusões.
A principal característica de um estudo experimental é a intervenção ativa do pesquisador, que manipula uma ou mais variáveis (ex: administra um medicamento) e aloca os participantes em grupos de tratamento e controle para avaliar o efeito dessa intervenção.
Um estudo não randomizado significa que a alocação dos participantes aos grupos de intervenção e controle não foi feita por sorteio ou aleatoriamente. Isso pode levar a diferenças pré-existentes entre os grupos, introduzindo vieses de seleção que podem comprometer a validade interna dos resultados.
Vantagens incluem a possibilidade de testar intervenções em cenários mais próximos da prática real e ser mais viável em algumas situações. Desvantagens são o maior risco de vieses de seleção e confusão, dificultando a inferência causal direta em comparação com ensaios clínicos randomizados.
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