SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021
Beatriz tem 7 anos e foi levada pela sua mãe a unidade de saúde pois tem percebido que ela está coçando muito a cabeça nas últimas semanas. Além da coceira, ela percebeu também que os cabelos estão caindo no local onde ela coça. Ao exame, identifica-se uma placa de cerca de 4,5 cm de diâmetro, crostosa e descamativa, com os pelos cortados pouco acima da linha de implante dos cabelos. Sobre o diagnóstico e o tratamento de primeira linha para Beatriz, assinale a alternativa correta:
Tinha capitis em crianças: placa descamativa/crostosa com pelos cortados → tratamento sistêmico com Griseofulvina.
A tinha do couro cabeludo é uma infecção fúngica comum em crianças, caracterizada por lesões descamativas e pelos quebradiços. O tratamento tópico é ineficaz devido à localização da infecção no folículo piloso, exigindo terapia sistêmica, sendo a griseofulvina a primeira linha.
A tinha do couro cabeludo (Tinea capitis) é uma infecção fúngica comum em crianças pré-púberes, causada por dermatófitos dos gêneros Trichophyton e Microsporum. É uma condição de saúde pública importante devido à sua alta transmissibilidade em ambientes como escolas e creches, e à necessidade de tratamento adequado para evitar complicações e disseminação. O diagnóstico precoce é crucial para um manejo eficaz. A apresentação clínica típica inclui placas de alopecia com descamação, eritema e pelos quebradiços ou "cortados" rente ao couro cabeludo, muitas vezes acompanhadas de prurido. Em alguns casos, pode haver formação de querion, uma lesão inflamatória supurativa. A confirmação diagnóstica pode ser feita por exame micológico direto e cultura de pelos e escamas. O tratamento da tinha do couro cabeludo é obrigatoriamente sistêmico, sendo a griseofulvina a droga de primeira linha, administrada por 6 a 8 semanas. Alternativas incluem terbinafina, itraconazol ou fluconazol, dependendo da espécie fúngica e da disponibilidade. O tratamento tópico isolado é ineficaz, mas pode ser usado como adjuvante para reduzir a disseminação dos esporos.
A tinha do couro cabeludo manifesta-se com placas descamativas, eritematosas ou crostosas, acompanhadas de prurido e alopecia com pelos quebradiços ou "cortados" rente à pele.
O tratamento deve ser sistêmico porque os fungos que causam a tinha capitis invadem o folículo piloso, onde antifúngicos tópicos não conseguem penetrar eficazmente para erradicar a infecção.
O principal diagnóstico diferencial é a dermatite seborreica, que também causa descamação e eritema no couro cabeludo, mas geralmente sem quebra de cabelo e com resposta a tratamentos tópicos.
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