UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Criança de 7 anos comparece a consulta, acompanhado da mãe, que informa que há 02 meses a criança iniciou com alteração em couro cabeludo. Ao exame você vê: placa de alopecia em região temporal, bem delimitada, aproximadamente 4 cm de diâmetro, a descamação é moderada, cabelos curtos e facilmente destacáveis. Sua hipótese diagnóstica é:
Tinha da cabeça em crianças: placas de alopecia com descamação e cabelos quebradiços/curtos.
A tinha da cabeça, ou tinea capitis, é uma infecção fúngica comum em crianças, caracterizada por placas de alopecia com descamação e cabelos que se quebram facilmente. A apresentação clínica descrita (placa bem delimitada, descamação, cabelos curtos e destacáveis) é altamente sugestiva.
A tinha da cabeça, ou tinea capitis, é uma infecção fúngica comum do couro cabeludo, predominantemente em crianças pré-púberes. É causada por dermatofitos dos gêneros Microsporum e Trichophyton, sendo altamente contagiosa. A identificação precoce é crucial para evitar a disseminação e complicações como o querion, uma reação inflamatória intensa. A fisiopatologia envolve a invasão do folículo piloso pelo fungo, levando à quebra do cabelo e inflamação. O diagnóstico é baseado na apresentação clínica de placas alopécicas com descamação e cabelos quebradiços. O exame micológico direto e a cultura são essenciais para confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento. É importante diferenciar de outras causas de alopecia, como alopecia areata e tricotilomania, que não apresentam descamação ou quebra de cabelo de forma tão característica. O tratamento da tinha da cabeça é sistêmico, pois o fungo reside dentro do folículo piloso. A griseofulvina é a medicação de escolha em muitos locais, mas a terbinafina também é eficaz. A duração do tratamento é prolongada, geralmente de 6 a 8 semanas, e o acompanhamento é necessário para garantir a cura micológica. A higiene pessoal e a desinfecção de objetos compartilhados são importantes para prevenir a reinfecção e a transmissão.
A tinha da cabeça manifesta-se com placas de alopecia bem delimitadas, descamação, eritema e cabelos que se quebram facilmente na superfície do couro cabeludo, resultando em pontos pretos ou cabelos curtos.
O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por exame micológico direto (KOH) e cultura de pelos e escamas para identificar o fungo causador (dermatofito), como Microsporum ou Trichophyton.
O tratamento da tinha da cabeça é sistêmico, geralmente com griseofulvina oral por 6 a 8 semanas, ou terbinafina. Terapias tópicas são adjuvantes e não curativas sozinhas.
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