UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Um menino de 13 anos apresenta há 2 semanas área de descamação e maceração na região inguinal bilateral, associada a prurido. Refere que pratica esportes. No exame físico, apresenta uma placa eritematosa, com limites bem definidos e leve descamação na periferia, com centro mais claro. Considerando o caso apresentado, a conduta correta é:
Tinea cruris em atleta → Placa eritematosa, prurido inguinal, descamação periférica → Antifúngico tópico.
A tinea cruris é uma infecção fúngica comum em regiões úmidas e quentes, como a inguinal, especialmente em atletas. O diagnóstico é clínico, caracterizado por lesões eritematosas com bordas elevadas e descamativas. O tratamento de primeira linha é com antifúngicos tópicos.
A tinea cruris é uma dermatofitose comum que afeta a região inguinal, períneo e pregas glúteas, causada por fungos como Trichophyton rubrum e Epidermophyton floccosum. É mais prevalente em homens, obesos e indivíduos que praticam esportes, devido ao calor, umidade e atrito nessas áreas. O diagnóstico é predominantemente clínico, caracterizado por lesões eritematosas, pruriginosas, com bordas elevadas, vesículas e descamação, e um centro que tende a clarear. A diferenciação com candidíase (que geralmente tem lesões satélites e é mais úmida) e intertrigo bacteriano é importante. O tratamento de primeira linha consiste em antifúngicos tópicos (ex: cetoconazol, miconazol, terbinafina) por 2 a 4 semanas. Medidas de higiene, como manter a área seca, usar roupas leves e de algodão, e evitar roupas apertadas, são cruciais para a prevenção e sucesso terapêutico. Casos refratários ou extensos podem exigir antifúngicos orais.
A tinea cruris manifesta-se com prurido intenso na região inguinal, placas eritematosas com bordas bem definidas e elevadas, descamação periférica e, por vezes, maceração. O centro da lesão pode ser mais claro.
Atletas são mais suscetíveis devido ao aumento da sudorese, uso de roupas apertadas e úmidas, e atrito na região inguinal, criando um ambiente quente e úmido favorável ao crescimento de fungos dermatofíticos.
O tratamento com antifúngicos tópicos geralmente dura de 2 a 4 semanas, dependendo da gravidade e da resposta. É importante continuar o tratamento por alguns dias após o desaparecimento das lesões para evitar recidivas.
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