Tinea Capitis em Crianças: Diagnóstico e Fatores de Risco

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Durante as atividades realizadas em uma ocupação urbana, caracterizada por barracos de madeira, fornecimento precário de água e eletricidade, ausência de esgotamento sanitário e presença de grande quantidade de cães e gatos, os alunos de um projeto de extensão universitária constataram a presença de várias crianças, entre 4 e 6 anos de idade, apresentando lesões no couro cabeludo com placa de alopécia sem prurido. Essas lesões provavelmente estavam associadas às condições ambientais, notadamente nos domicílios escuros e úmidos, com pouca ventilação.A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Criança em ambiente precário + alopécia sem prurido no couro cabeludo → Tinea capitis (micose).

Resumo-Chave

A Tinea capitis, uma infecção fúngica do couro cabeludo, é comum em crianças, especialmente em ambientes com condições sanitárias precárias e contato próximo com animais (cães e gatos), manifestando-se frequentemente como placas de alopécia.

Contexto Educacional

A Tinea capitis, ou micose do couro cabeludo, é uma infecção fúngica superficial comum em crianças pré-púberes, causada por dermatófitos. É um problema de saúde pública em comunidades com condições socioeconômicas desfavoráveis, onde a higiene é precária, há aglomeração e contato próximo com animais de estimação, como cães e gatos, que podem ser reservatórios do fungo. O reconhecimento precoce é crucial para evitar a disseminação e complicações. A fisiopatologia envolve a invasão dos pelos e folículos pilosos pelos fungos. As manifestações clínicas variam, mas frequentemente incluem placas de alopécia com descamação, eritema e pelos quebradiços. Em alguns casos, pode haver uma reação inflamatória mais intensa, formando um querion. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por exame micológico direto e cultura de pelos e escamas, que identificam o agente etiológico. O tratamento da Tinea capitis é sistêmico, pois os fungos invadem o folículo piloso, tornando os tratamentos tópicos ineficazes isoladamente. Antifúngicos orais como griseofulvina ou terbinafina são as opções de escolha, com duração de tratamento que pode variar de 4 a 8 semanas. É importante também tratar os contatos próximos e os animais de estimação, se identificados como fonte de infecção, e orientar sobre medidas de higiene para prevenir a reinfecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da Tinea capitis em crianças?

A Tinea capitis pode se manifestar como placas de alopécia com descamação, eritema, pústulas ou nódulos inflamatórios no couro cabeludo. Os pelos na área afetada podem estar quebradiços ou ausentes.

Como a Tinea capitis é transmitida?

A transmissão ocorre por contato direto com pessoas ou animais infectados (zoonótica, como cães e gatos), ou indiretamente por objetos contaminados, como pentes, escovas, bonés e travesseiros, sendo mais comum em ambientes de aglomeração e higiene precária.

Qual o tratamento para Tinea capitis?

O tratamento da Tinea capitis é sistêmico, geralmente com antifúngicos orais como griseofulvina ou terbinafina, por várias semanas. O tratamento tópico isolado não é eficaz devido à infecção do folículo piloso.

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