Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2024
Em que situação está indicada a timpanotomia (miringotomia) para inserção de tubo de ventilação (carretel) em pediatria?
Tubo de ventilação: OME crônica bilateral + perda auditiva + impacto funcional.
A timpanotomia com inserção de tubo de ventilação é indicada em crianças com otite média serosa crônica (OME) bilateral que resulta em perda auditiva documentada e impacto significativo na qualidade de vida ou desempenho escolar, após falha do tratamento clínico.
A otite média serosa (OME), também conhecida como otite média com efusão, é uma condição comum em crianças, caracterizada pelo acúmulo de líquido na orelha média sem sinais de infecção aguda. Embora muitas vezes autolimitada, a OME crônica pode levar a perda auditiva condutiva, impactando o desenvolvimento da fala, linguagem e desempenho escolar. A fisiopatologia envolve disfunção da tuba auditiva, resultando em pressão negativa na orelha média e acúmulo de efusão. O diagnóstico é feito por otoscopia e timpanometria, com audiometria para documentar a perda auditiva. A maioria dos casos é manejada conservadoramente com observação. A timpanotomia com inserção de tubo de ventilação (carretel) é um procedimento cirúrgico indicado quando a OME crônica bilateral causa perda auditiva documentada e tem impacto significativo na qualidade de vida, desenvolvimento ou aprendizado da criança, após falha do tratamento clínico. O objetivo é ventilar a orelha média e restaurar a audição, melhorando a qualidade de vida do paciente.
A inserção de tubo de ventilação é considerada para otite média serosa crônica (OME) bilateral com perda auditiva documentada (≥ 20 dB), que persiste por 3 meses ou mais, e que impacta o desenvolvimento da fala, aprendizado ou qualidade de vida.
A perda auditiva condutiva causada pela OME crônica dificulta a audição e o processamento da fala, impactando a compreensão em sala de aula, o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, o desempenho escolar.
As alternativas incluem observação expectante, tratamento com corticoides nasais (em casos selecionados), e antibióticos de curta duração, embora a evidência para essas últimas seja limitada na OME crônica.
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