UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Entre as classes de medicamento utilizados para tratamento do DM tipo 2, qual é contraindicada em paciente portador de insuficiência cardíaca congestiva?
Tiazolidinedionas (glitazonas) são contraindicadas na ICC devido ao risco de retenção hídrica e descompensação cardíaca.
As tiazolidinedionas (como pioglitazona e rosiglitazona) são conhecidas por causar retenção hídrica e edema periférico, o que pode exacerbar a insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e levar à sua descompensação. Por essa razão, são contraindicadas em pacientes com ICC, especialmente em classes funcionais mais avançadas.
O manejo do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) em pacientes com comorbidades, como a insuficiência cardíaca congestiva (ICC), exige uma cuidadosa seleção de medicamentos. A ICC é uma condição comum e grave em pacientes diabéticos, e alguns hipoglicemiantes orais podem exacerbar a doença cardíaca. As tiazolidinedionas (TZDs), que incluem pioglitazona e rosiglitazona, atuam como agonistas dos receptores PPAR-gama, melhorando a sensibilidade à insulina. No entanto, um efeito adverso bem estabelecido dessa classe é a retenção de sódio e água, que leva a edema periférico e aumento do volume intravascular. Esse aumento de volume pode sobrecarregar o coração e precipitar ou agravar a insuficiência cardíaca, sendo, portanto, contraindicadas em pacientes com ICC. Em contraste, outras classes de medicamentos para DM2 têm demonstrado segurança e até benefícios cardiovasculares em pacientes com ICC. Os inibidores da SGLT2 (como empagliflozina e dapagliflozina) e os agonistas do GLP-1 (como liraglutida e semaglutida) são exemplos de fármacos que, além de controlar a glicemia, reduzem o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores e hospitalizações por ICC, tornando-os opções preferenciais para pacientes com DM2 e ICC.
As tiazolidinedionas, como a pioglitazona, promovem a retenção de sódio e água nos túbulos renais, levando a edema e aumento do volume intravascular, o que pode descompensar a insuficiência cardíaca congestiva.
Além da retenção hídrica e edema, outros efeitos adversos das tiazolidinedionas incluem ganho de peso, risco aumentado de fraturas ósseas (principalmente em mulheres) e, em alguns casos, risco de câncer de bexiga (com pioglitazona).
Sim, os inibidores da SGLT2 (como empagliflozina, dapagliflozina) e os agonistas do GLP-1 (como liraglutida, semaglutida) demonstraram benefícios cardiovasculares, incluindo redução de hospitalizações por ICC, sendo opções preferenciais para pacientes com DM2 e ICC.
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