Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 68 anos de idade, teve queda da própria altura no banheiro, apresentando ferimento corto-contuso na fronte. Apresenta-se lúcido e orientado, escala de coma de Glasgow 15, e não apresentou perda de consciência ou amnésia. Apresenta como comorbidades apenas dislipidemia em uso de sinvastatina, e tabagismo. Indicada a sutura do ferimento, e, durante a exploração inicial, notou-se que o ferimento alcançava periósteo do osso frontal. Assinale a alternativa que contempla a indicação de tomografia computadorizada de crânio nesse caso:
TCE leve (Glasgow 15) com idade > 65 anos ou uso de anticoagulantes/antiagregantes → TC de crânio indicada.
Em um paciente idoso (68 anos) com TCE leve (Glasgow 15), mesmo sem perda de consciência, a idade avançada é um fator de risco independente para lesões intracranianas significativas. Critérios como o Canadian CT Head Rule e New Orleans Criteria recomendam a tomografia computadorizada de crânio nesses casos, pois a capacidade de compensação cerebral é reduzida e o risco de hematomas é maior.
O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, e o manejo adequado do TCE leve é crucial para evitar complicações. Embora a maioria dos pacientes com TCE leve (Escala de Coma de Glasgow 13-15) tenha um bom prognóstico, uma pequena porcentagem pode desenvolver lesões intracranianas significativas. A decisão de realizar uma tomografia computadorizada (TC) de crânio é fundamental para identificar essas lesões e guiar a conduta. A avaliação inicial do TCE leve deve incluir a Escala de Coma de Glasgow (ECG), a busca por sinais de fratura de base de crânio, e a identificação de fatores de risco. Critérios de imagem como o Canadian CT Head Rule e New Orleans Criteria são ferramentas validadas para auxiliar na decisão de solicitar a TC. Esses critérios consideram fatores como idade, mecanismo do trauma, presença de cefaleia, vômitos, convulsões, amnésia e uso de anticoagulantes. No caso apresentado, a idade do paciente (68 anos) é um fator de risco independente e significativo para lesões intracranianas, mesmo com um ECG de 15 e ausência de perda de consciência. Pacientes idosos têm maior risco de hematomas subdurais e intraparenquimatosos devido à atrofia cerebral e fragilidade vascular. Portanto, a indicação da TC de crânio baseia-se primariamente na idade, sendo um ponto crucial para residentes no manejo de TCE.
Critérios como o Canadian CT Head Rule e New Orleans Criteria incluem: idade > 65 anos, uso de anticoagulantes/antiagregantes, vômitos, cefaleia intensa, convulsão pós-traumática, sinais de fratura de base de crânio, amnésia anterógrada ou retrógrada significativa e mecanismo de trauma de alto risco.
Pacientes idosos têm maior fragilidade vascular, atrofia cerebral que cria mais espaço para hematomas se expandirem antes de causar sintomas, e maior probabilidade de uso de medicações que afetam a coagulação, aumentando o risco de sangramentos intracranianos mesmo com traumas leves.
Um ferimento que atinge o periósteo, por si só, não é uma indicação absoluta para TC de crânio em TCE leve, a menos que haja suspeita de fratura craniana subjacente. No entanto, em combinação com outros fatores de risco, como a idade do paciente, a TC torna-se mandatória.
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