HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Lactante, três meses, é levado à emergência por estar cianótico. Exame físico: Sat O2: 80%, FR: 40irpm, FC: 130bpm. Sopro sistólico +++/VI em bordo esternal esquerdo no 2º e 3º espaço intercostais. Pulsos: amplitude normal e simétricos. RX de tórax: redução do fluxo pulmonar. A cardiopatia congênita compatível com o quadro clínico descrito é:
Lactente cianótico + sopro sistólico + hipofluxo pulmonar RX → Tetralogia de Fallot.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum após o período neonatal, caracterizada por estenose pulmonar, defeito do septo interventricular, dextroposição da aorta e hipertrofia ventricular direita, resultando em cianose e hipofluxo pulmonar.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais frequente após o período neonatal, representando cerca de 7-10% de todas as cardiopatias congênitas. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce e intervenção cirúrgica para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes, evitando complicações como crises hipóxicas. Fisiopatologicamente, a estenose pulmonar é o principal determinante da gravidade, pois restringe o fluxo sanguíneo para os pulmões, desviando o sangue não oxigenado do ventrículo direito para a aorta através do defeito do septo interventricular, causando cianose. O diagnóstico é suspeitado pela cianose, sopro sistólico e hipofluxo pulmonar no RX, sendo confirmado pelo ecocardiograma. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente realizado entre 3 e 6 meses de idade, visando corrigir os defeitos anatômicos. O prognóstico pós-cirúrgico é geralmente bom, mas os pacientes requerem acompanhamento cardiológico por toda a vida devido a possíveis arritmias, insuficiência pulmonar ou disfunção ventricular.
A Tetralogia de Fallot é composta por quatro defeitos cardíacos: estenose pulmonar, defeito do septo interventricular, dextroposição da aorta e hipertrofia ventricular direita.
A suspeita de Tetralogia de Fallot surge em lactentes cianóticos com sopro sistólico e radiografia de tórax mostrando hipofluxo pulmonar e, classicamente, coração em 'bota'.
A estenose pulmonar é crucial, pois determina o grau de obstrução ao fluxo sanguíneo para os pulmões e, consequentemente, a intensidade da cianose e a gravidade da doença.
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