UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Uma criança com tetralogia de Fallot apresenta as seguintes alterações cardíacas:
Tetralogia de Fallot = estenose pulmonar + CIV + aorta cavalgante + hipertrofia VD.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, caracterizada por quatro defeitos anatômicos interligados. A estenose pulmonar é o principal determinante da fisiopatologia, influenciando o fluxo sanguíneo e o grau de cianose.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, representando cerca de 7-10% de todas as cardiopatias congênitas. É caracterizada por quatro defeitos anatômicos interligados que resultam em uma mistura de sangue oxigenado e não oxigenado e fluxo sanguíneo pulmonar reduzido. O diagnóstico geralmente ocorre na infância, com a presença de cianose e sopro cardíaco. Os quatro componentes clássicos são: estenose pulmonar (ou obstrução da via de saída do ventrículo direito), comunicação interventricular (CIV), cavalgamento da aorta sobre o septo interventricular e hipertrofia do ventrículo direito. A gravidade da estenose pulmonar é o principal fator que determina a fisiopatologia e o grau de cianose, pois quanto mais grave a estenose, maior o shunt direita-esquerda através da CIV. O tratamento definitivo da Tetralogia de Fallot é cirúrgico, geralmente realizado entre 3 e 6 meses de idade, com o objetivo de aliviar a obstrução da via de saída do ventrículo direito e fechar a CIV. O prognóstico pós-cirúrgico é geralmente bom, mas os pacientes necessitam de acompanhamento cardiológico ao longo da vida para monitorar possíveis sequelas, como insuficiência pulmonar ou arritmias.
Os quatro defeitos são: estenose pulmonar (ou obstrução da via de saída do ventrículo direito), comunicação interventricular (CIV), cavalgamento da aorta sobre o septo interventricular e hipertrofia do ventrículo direito.
A gravidade da estenose pulmonar é o principal determinante, pois ela define o grau de obstrução ao fluxo sanguíneo para os pulmões e, consequentemente, o shunt direita-esquerda através da CIV e o nível de cianose.
Os sintomas incluem cianose (especialmente durante choro ou alimentação), crises de hipóxia (crises de Fallot), dispneia, fadiga e sopro cardíaco sistólico ejetivo na borda esternal esquerda alta.
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