AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
No lactente com tetralogia de Fallot, as crises hipoxêmicas normalmente decorrem de:
Crises hipoxêmicas na Tetralogia de Fallot → aumento do shunt D-E por estenose infundibular pulmonar.
As crises hipoxêmicas na Tetralogia de Fallot são episódios agudos de cianose intensa e dispneia, resultantes de um espasmo da musculatura infundibular do ventrículo direito. Isso agrava a estenose pulmonar, aumentando a resistência ao fluxo sanguíneo para os pulmões e, consequentemente, o shunt direita-esquerda através do defeito do septo interventricular.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, representando um desafio diagnóstico e terapêutico na pediatria. As crises hipoxêmicas são uma complicação grave, especialmente em lactentes, e seu reconhecimento e manejo adequados são cruciais para a sobrevida e qualidade de vida desses pacientes. A compreensão da fisiopatologia subjacente é fundamental para o residente. Essas crises ocorrem devido a um desequilíbrio entre a resistência vascular pulmonar e sistêmica, exacerbado pela estenose infundibular da artéria pulmonar. Um espasmo da musculatura infundibular aumenta a obstrução ao fluxo para os pulmões, desviando mais sangue não oxigenado do ventrículo direito para a aorta através do defeito do septo interventricular (shunt direita-esquerda), resultando em hipoxemia e cianose. O tratamento definitivo da Tetralogia de Fallot é cirúrgico, geralmente realizado entre 3 e 6 meses de idade. No entanto, o manejo das crises hipoxêmicas é uma emergência médica que exige intervenção rápida para evitar sequelas neurológicas e óbito. A educação sobre os mecanismos e a resposta terapêutica é vital para a formação de profissionais de saúde que lidam com cardiopatias congênitas.
A Tetralogia de Fallot é caracterizada por quatro defeitos cardíacos: estenose da via de saída do ventrículo direito (estenose pulmonar), defeito do septo interventricular (CIV), dextroposição da aorta (aorta cavalgante) e hipertrofia do ventrículo direito.
As crises hipoxêmicas, também conhecidas como 'spells', manifestam-se por cianose súbita e intensa, taquipneia, irritabilidade, choro inconsolável e, em casos graves, síncope, convulsões e até morte. Podem ser precipitadas por choro, alimentação ou defecação.
A conduta inicial inclui colocar o lactente em posição genupeitoral (joelhos no peito) para aumentar a resistência vascular sistêmica, oxigenoterapia, sedação (morfina), e, se necessário, betabloqueadores (propranolol) para relaxar o infundíbulo e fluidos intravenosos. Em casos refratários, pode-se usar fenilefrina para aumentar a resistência vascular sistêmica.
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