SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Pré-escolar é levado à emergência após crise de hipóxia. Depois de colocar o paciente na posição joelho-peito, administrar oxigênio, além de infusão de soro fisiológico, sem melhora. Sabese que, diante deste quadro, a abordagem gradual, rápida e agressiva deve ser priorizada. Qual seria a próxima conduta a ser tomada neste caso?
Crise de hipóxia na Fallot → Posição genupeitoral + O2 + Morfina (↓ drive resp e ↑ RVS).
O manejo da crise hipercianótica foca em aumentar a resistência vascular sistêmica e reduzir o espasmo infundibular; a morfina é essencial para sedação e controle da hiperpneia.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum após o período neonatal. A crise de hipóxia ocorre devido a um desequilíbrio súbito entre a resistência vascular sistêmica (RVS) e a resistência vascular pulmonar (RVP), geralmente por espasmo do infundíbulo pulmonar. O tratamento visa reverter esse shunt. A sequência clássica envolve: 1. Posição genupeitoral; 2. Oxigênio; 3. Expansão volêmica; 4. Morfina; 5. Bicarbonato (se acidose); 6. Vasoconstritores (Fenilefrina) ou Betabloqueadores (Propranolol).
A morfina atua reduzindo a hiperpneia (drive respiratório) e promovendo sedação, o que diminui o retorno venoso de sangue desoxigenado e ajuda a relaxar o espasmo do infundíbulo pulmonar, melhorando o fluxo para os pulmões.
A posição genupeitoral (ou joelho-peito) aumenta a resistência vascular sistêmica ao angular as artérias femorais, o que reduz o shunt direita-esquerda através da comunicação interventricular, direcionando mais sangue para a artéria pulmonar.
A cirurgia (como o shunt de Blalock-Taussig modificado) é indicada quando as medidas farmacológicas e manobras físicas falham em estabilizar o paciente ou em crises recorrentes e graves.
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