SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Um bebê foi diagnosticado com tetralogia de Fallot após o nascimento.Esta é uma cardiopatia com
Tetralogia de Fallot → cardiopatia cianótica com fluxo pulmonar canal-dependente.
A Tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congênita cianótica caracterizada por estenose pulmonar, CIV, dextroposição da aorta e hipertrofia de VD. O fluxo sanguíneo para os pulmões pode depender da patência do ducto arterioso, tornando-a canal-dependente.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, representando cerca de 7-10% de todas as cardiopatias congênitas. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce e manejo adequado para prevenir complicações graves e garantir o desenvolvimento infantil. É fundamental para residentes reconhecerem suas características e implicações. A fisiopatologia da Tetralogia de Fallot envolve a combinação de quatro defeitos: estenose pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da aorta e hipertrofia do ventrículo direito. A gravidade da estenose pulmonar determina o grau de cianose e a dependência do fluxo pulmonar do ducto arterioso. O diagnóstico é feito por ecocardiograma, e a suspeita clínica surge com cianose, sopro cardíaco e crises hipercianóticas. O tratamento definitivo é cirúrgico, mas o manejo inicial pode incluir a manutenção da patência do ducto arterioso com prostaglandina E1 em casos de fluxo pulmonar canal-dependente. Residentes devem estar aptos a identificar os sinais e sintomas, interpretar exames e iniciar o tratamento de emergência, preparando o paciente para a correção cirúrgica.
A Tetralogia de Fallot é caracterizada por estenose pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da aorta e hipertrofia do ventrículo direito.
Devido à estenose pulmonar e à CIV, o sangue desoxigenado do ventrículo direito é desviado para a aorta (shunt direita-esquerda), resultando em cianose.
Em casos graves de estenose pulmonar, o fluxo sanguíneo para os pulmões pode ser dependente do ducto arterioso patente, que deve ser mantido aberto com prostaglandina E1.
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