HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Lactente de 4 meses iniciou quadro de cianose labial e de extremidades que piora com o choro e durante as mamadas. Exame físico: eutrófico, eupneico, precórdio calmo, sopro rude em borda esternal esquerda. Rx tórax com área cardíaca de tamanho normal, arco médio escavado, hipofluxo pulmonar e ausência de infiltrado pulmonar. Nesse caso, a cardiopatia MAIS provável é:
Lactente com cianose, sopro sistólico e Rx tórax com hipofluxo pulmonar + "coração em bota" → Tetralogia de Fallot.
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, caracterizada por estenose pulmonar, CIV, dextroposição da aorta e hipertrofia de VD. A cianose piora com o choro devido ao aumento do shunt direita-esquerda. O Rx de tórax típico mostra hipofluxo pulmonar e "coração em bota" (arco médio escavado).
A Tetralogia de Fallot é a cardiopatia congênita cianótica mais comum, representando cerca de 7-10% de todas as cardiopatias congênitas. É crucial para residentes de pediatria e cardiologia reconhecer seus sinais e sintomas precocemente devido à necessidade de intervenção cirúrgica. A condição é definida por quatro componentes: estenose pulmonar (subvalvar, valvar ou supravalvar), comunicação interventricular (CIV) grande, dextroposição da aorta (aorta cavalgante sobre o septo interventricular) e hipertrofia do ventrículo direito. A fisiopatologia envolve um shunt direita-esquerda através da CIV, resultando em cianose. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela cianose, sopro sistólico e crises hipóxicas, e confirmado por ecocardiograma. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente realizado entre 3 e 6 meses de idade, visando corrigir os defeitos e aliviar a estenose pulmonar. O manejo pré-operatório pode incluir o uso de prostaglandina E1 para manter o ducto arterioso patente em casos de estenose pulmonar grave e manejo das crises hipóxicas.
A Tetralogia de Fallot é caracterizada por quatro defeitos cardíacos: estenose pulmonar, comunicação interventricular (CIV), dextroposição da aorta (aorta cavalgante) e hipertrofia do ventrículo direito.
O choro aumenta a resistência vascular pulmonar e diminui a resistência vascular sistêmica, intensificando o shunt da direita para a esquerda através da CIV, o que leva a um maior fluxo de sangue não oxigenado para a circulação sistêmica e, consequentemente, à piora da cianose.
O radiograma de tórax tipicamente mostra hipofluxo pulmonar (vasos pulmonares diminuídos), área cardíaca de tamanho normal ou ligeiramente aumentada, e o clássico "coração em bota" (boot-shaped heart) devido à hipertrofia do ventrículo direito e concavidade do arco médio.
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