Testículo Retrátil em RN: Diagnóstico e Conduta Pediátrica

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

Em um recém nascido de 2 meses de idade, durante consulta pediátrica de rotina, foi identificado apenas um testículo palpável no escroto e massa em região inguinal direita, com descida para o escroto após manobras manuais. Diante do quadro em questão, qual o diagnóstico e a conduta?

Alternativas

  1. A) Distopia testicular, realizar ultrassonografia abdominal.
  2. B) Testículo retrátil, acompanhamento cuidadoso da descida espontânea.
  3. C) Distopia testicular, orquiectomia.
  4. D) Distopia testicular, orquipexia aos 06 meses de idade.

Pérola Clínica

Testículo retrátil = pode ser manual ou espontaneamente levado ao escroto; requer acompanhamento, não cirurgia imediata.

Resumo-Chave

Um testículo retrátil é aquele que, embora possa estar na região inguinal, pode ser facilmente manual ou espontaneamente levado ao escroto e permanece lá sem tensão. Diferente da criptorquidia verdadeira, o testículo retrátil geralmente não requer intervenção cirúrgica imediata, mas sim acompanhamento, pois a maioria desce espontaneamente ou permanece retrátil sem complicações significativas.

Contexto Educacional

A avaliação dos testículos em recém-nascidos e lactentes é uma parte fundamental da consulta pediátrica. A presença de apenas um testículo palpável no escroto levanta a suspeita de criptorquidia ou testículo retrátil. É crucial diferenciar essas duas condições, pois suas condutas são distintas. O testículo retrátil é caracterizado pela capacidade de ser manual ou espontaneamente levado ao escroto, permanecendo lá sem tensão. Isso ocorre devido a um reflexo cremastérico hiperativo. Geralmente, não há necessidade de intervenção cirúrgica imediata, e a conduta é o acompanhamento cuidadoso, pois muitos testículos retráteis descem espontaneamente ou permanecem sem complicações. Em contraste, a criptorquidia verdadeira (testículo não descido) é a falha do testículo em atingir o escroto e requer orquipexia, idealmente entre 6 e 18 meses de idade, para prevenir infertilidade, risco de malignidade e torção. A ultrassonografia não é rotineiramente indicada para testículos palpáveis, mas pode ser útil para localizar testículos não palpáveis. O residente deve dominar a manobra de palpação testicular e a diferenciação entre essas condições para um manejo adequado.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre testículo retrátil e criptorquidia?

O testículo retrátil pode ser manual ou espontaneamente levado ao escroto e permanece lá, enquanto na criptorquidia (testículo não descido) o testículo não pode ser levado ao escroto ou, se levado, retrai imediatamente. A criptorquidia verdadeira requer orquipexia, enquanto o retrátil geralmente apenas acompanhamento.

Qual a conduta para um testículo retrátil em um recém-nascido?

A conduta para testículo retrátil é o acompanhamento cuidadoso. A maioria dos testículos retráteis desce espontaneamente para o escroto ou permanece retrátil sem causar problemas. A orquipexia é reservada para casos de criptorquidia verdadeira ou se o testículo retrátil se tornar ascendente ou fixo na região inguinal.

Quando a orquipexia é indicada para testículos não descidos?

A orquipexia é indicada para criptorquidia verdadeira, geralmente entre 6 e 18 meses de idade. O objetivo é posicionar o testículo no escroto para preservar a fertilidade, reduzir o risco de malignidade e prevenir torção testicular.

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