Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Considerando o diagnóstico de testículos retráteis, assinale a alternativa correta:
Testículo retrátil = reflexo cremastérico normal; diferenciá-lo da criptorquidia pela capacidade de descer ao escroto.
O testículo retrátil é uma variação da normalidade, onde o testículo pode ser facilmente trazido para o escroto e permanece lá temporariamente. É crucial diferenciá-lo da criptorquidia verdadeira, que exige intervenção, pois o testículo retrátil não aumenta o risco de infertilidade ou malignidade.
O testículo retrátil é uma condição comum na infância, caracterizada pela ascensão transitória do testículo para fora da bolsa escrotal devido a um reflexo cremastérico hiperativo. É fundamental para o residente de pediatria e urologia pediátrica saber diferenciar esta condição benigna da criptorquidia verdadeira, que exige intervenção. A prevalência é alta, afetando até 80% dos meninos em algum momento da infância, mas geralmente se resolve espontaneamente. O diagnóstico é eminentemente clínico, realizado através de um exame físico cuidadoso. O testículo retrátil pode ser palpado na região inguinal ou suprascrotal e, com manobras adequadas (como aquecer a região ou posicionar a criança), pode ser gentilmente trazido para o escroto, onde permanece. A ultrassonografia não é o método diagnóstico primário e pode ser enganosa se não for interpretada no contexto clínico. O reflexo cremastérico é mais potente em crianças maiores, não em recém-nascidos. O manejo do testículo retrátil é expectante, com acompanhamento regular para garantir que o testículo continue a descer espontaneamente ou que não se torne um testículo ascendente (adquirido). Não há indicação de tratamento cirúrgico ou hormonal. A educação dos pais sobre a natureza benigna da condição e a importância do acompanhamento é crucial para evitar ansiedade desnecessária.
O principal sinal é a capacidade de palpar o testículo fora do escroto (geralmente na região inguinal) e conseguir trazê-lo manualmente para dentro da bolsa escrotal, onde ele permanece por um tempo.
A diferença crucial é que o testículo retrátil pode ser facilmente manipulado para o escroto e permanece lá, enquanto o testículo criptorquídico não pode ser trazido para o escroto ou, se for, retrai imediatamente.
Não, o testículo retrátil geralmente não requer tratamento cirúrgico, pois é uma condição benigna e não está associado a riscos aumentados de infertilidade ou malignidade, ao contrário da criptorquidia.
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