CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Com relação aos testes de Jones primário e secundário, é correto afirmar que:
Jones I avalia drenagem fisiológica; Jones II localiza obstrução após irrigação.
O teste de Jones I usa fluoresceína para checar a patência funcional. Se negativo, o Jones II (irrigação) diferencia se a falha é funcional ou se há obstrução anatômica parcial.
A avaliação da epífora (lacrimejamento) exige uma abordagem sistemática. Os testes de Jones são ferramentas fundamentais para diferenciar obstruções anatômicas de funcionais. Enquanto o Jones I é um teste de 'fisiologia', o Jones II é um teste de 'anatomia' sob pressão hidrostática. A compreensão desses testes evita cirurgias desnecessárias em pacientes com hipersecreção lacrimal primária e direciona corretamente o tratamento cirúrgico (como a dacriocistorrinostomia) naqueles com obstruções baixas confirmadas.
Instila-se fluoresceína no saco conjuntival e, após 5 minutos, tenta-se recuperar o corante no meato nasal inferior com um swab de algodão. Se o corante for recuperado, o teste é positivo, indicando que a via lacrimal está pérvia e funcionando fisiologicamente.
Resultados falso-negativos são frequentes (até 22% em pacientes normais) porque o corante pode estar presente no nariz, mas não ser capturado pelo swab. Por isso, um Jones I negativo não confirma obstrução, exigindo a realização do Jones II para esclarecimento diagnóstico.
O Jones II é realizado após um Jones I negativo. Lava-se a fluoresceína residual do olho e irriga-se a via lacrimal com soro. Se o soro sair pelo nariz tingido de fluoresceína, significa que o corante entrou no saco lacrimal (Jones I falhou funcionalmente). Se sair límpido, a fluoresceína nunca entrou na via, sugerindo obstrução nos pontos ou canalículos.
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