SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2019
O número de pedidos de exames sem indicação clínica vem aumentando substancialmente. sobre os testes diagnósticos, é correto afirmar:
Rastreio eficaz depende de alta prevalência da doença e alta probabilidade pré-teste na população-alvo.
A justificativa para a realização de testes diagnósticos e programas de rastreio baseia-se na probabilidade pré-teste da doença na população-alvo e na acurácia do teste. Rastreios em populações de baixa prevalência ou sem fatores de risco aumentam falsos positivos e custos, sem benefício clínico significativo.
A medicina moderna enfatiza a utilização racional de testes diagnósticos e programas de rastreio. A decisão de solicitar um exame deve ser guiada pela probabilidade pré-teste da doença na população em questão e pela acurácia do teste, visando maximizar o benefício clínico e minimizar danos e custos. Exames como a dosagem de vitamina D em populações fora do grupo de risco, ou a mamografia digital antes dos 35 anos sem indicação clínica, não se justificam devido à baixa probabilidade pré-teste de encontrar uma alteração significativa. O rastreio do PSA para câncer de próstata, embora amplamente utilizado, tem acurácia limitada devido à sua baixa especificidade, levando a um alto número de falsos positivos e sobrediagnóstico. Em contraste, o rastreio do câncer de colo de útero pelo método Papanicolau é uma estratégia de saúde pública altamente eficaz, justificada pela prevalência do HPV e das lesões intraepiteliais na população. A compreensão desses princípios é fundamental para a prática médica baseada em evidências, evitando a solicitação excessiva de exames e otimizando os recursos de saúde.
A probabilidade pré-teste é crucial porque um teste com boa acurácia pode ter um baixo valor preditivo positivo em populações de baixa prevalência, levando a muitos falsos positivos e intervenções desnecessárias.
O PSA tem baixa especificidade para câncer de próstata, pois seus níveis podem estar elevados em condições benignas como hiperplasia prostática benigna e prostatite, resultando em muitos falsos positivos e biópsias desnecessárias.
Sim, o rastreio anual ou bienal pelo Papanicolau é justificado na população brasileira devido à prevalência significativa de HPV e lesões intraepiteliais, sendo uma ferramenta eficaz na prevenção do câncer de colo de útero.
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