UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
O teste da D-xilose tem indicação para pacientes com suspeita de:
Teste D-xilose → avalia absorção intestinal; normal na pancreatite crônica (malabsorção pancreática).
O teste da D-xilose avalia a capacidade de absorção do intestino delgado. Se a absorção de D-xilose for normal em um paciente com malabsorção, isso sugere que o problema não está na mucosa intestinal, mas sim em outras causas, como a insuficiência pancreática exócrina (pancreatite crônica), que afeta a digestão, mas não a absorção de monossacarídeos.
O teste da D-xilose é uma ferramenta diagnóstica utilizada na gastroenterologia para auxiliar na investigação de síndromes de malabsorção. A malabsorção é a incapacidade do intestino delgado de absorver adequadamente os nutrientes digeridos, e pode ser causada por uma variedade de condições que afetam a mucosa intestinal ou a digestão dos alimentos. A distinção entre malabsorção de origem intestinal e pancreática é crucial para o manejo adequado do paciente. A D-xilose é um monossacarídeo que não requer enzimas pancreáticas para ser digerido e é absorvido passivamente no jejuno proximal. Após a ingestão, a quantidade de D-xilose excretada na urina em um período de 5 horas ou sua concentração no sangue é medida. Um resultado baixo indica que há um problema na absorção intestinal, ou seja, uma doença da mucosa do intestino delgado. Por outro lado, um resultado normal do teste da D-xilose em um paciente com sintomas de malabsorção (como diarreia crônica e perda de peso) sugere que a mucosa intestinal está intacta e que a causa da malabsorção é provavelmente a insuficiência pancreática exócrina, como ocorre na pancreatite crônica, onde a digestão é deficiente, mas a absorção de monossacarídeos não é diretamente afetada. Para residentes e estudantes, compreender a fisiologia da absorção e a utilidade do teste da D-xilose é fundamental para o diagnóstico diferencial das diarreias crônicas e síndromes de malabsorção. É importante lembrar que o teste não diagnostica a pancreatite crônica diretamente, mas sim ajuda a direcionar a investigação, diferenciando as causas intestinais das pancreáticas. A interpretação correta dos resultados, juntamente com outros exames clínicos e laboratoriais, é essencial para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.
O paciente ingere uma dose de D-xilose, um monossacarídeo que é absorvido passivamente no intestino delgado e excretado na urina. A quantidade de D-xilose excretada na urina em um período de 5 horas ou sua concentração sérica após 1-2 horas reflete a integridade da mucosa intestinal. Uma baixa excreção ou concentração indica malabsorção intestinal.
Condições que afetam a integridade da mucosa do intestino delgado, como doença celíaca, doença de Crohn, giardíase, supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SBID), enteropatia por radiação e síndrome do intestino curto, podem levar a uma absorção reduzida de D-xilose e, consequentemente, a um resultado baixo no teste.
Em pacientes com malabsorção, um resultado normal do teste da D-xilose sugere que a mucosa intestinal está intacta e que a causa da malabsorção é provavelmente extrínseca ao intestino, como a insuficiência pancreática exócrina na pancreatite crônica, onde a digestão de nutrientes está comprometida, mas a absorção de monossacarídeos como a D-xilose não é afetada.
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