UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024
Puérpera de 38 anos, obesa, apresenta testes de tolerância oral à glicose com 75g (GTT), conforme a tabela a seguir.Neste momento, a interpretação do resultado e a conduta são, correta e respectivamente:
GTT pós-parto alterado: glicemia de jejum 100-125 mg/dL ou 2h pós-carga 140-199 mg/dL = intolerância a carboidratos/pré-diabetes.
A questão aborda a interpretação do Teste de Tolerância Oral à Glicose (GTT) de 75g no período pós-parto. Valores alterados que não atingem o critério para diabetes, mas estão acima do normal, indicam intolerância a carboidratos (pré-diabetes), exigindo mudança de estilo de vida e acompanhamento.
O Teste de Tolerância Oral à Glicose (GTT) de 75g é um exame fundamental para o rastreamento e diagnóstico de distúrbios do metabolismo da glicose, especialmente no período pós-parto em mulheres que tiveram diabetes gestacional. A puérpera obesa na questão apresenta fatores de risco adicionais para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. A correta interpretação dos resultados é crucial para a conduta. Os critérios para diagnóstico de intolerância a carboidratos (pré-diabetes) são: glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL (glicemia de jejum alterada) ou glicemia 2 horas após a sobrecarga de 75g de glicose entre 140 e 199 mg/dL (tolerância à glicose diminuída). Valores iguais ou superiores a 126 mg/dL em jejum ou 200 mg/dL após 2 horas confirmam o diagnóstico de diabetes mellitus. A conduta para intolerância a carboidratos foca na modificação do estilo de vida, com dieta balanceada e exercícios físicos regulares, visando a perda de peso e a melhora da sensibilidade à insulina. O acompanhamento deve ser anual ou a cada 3-5 anos, dependendo do risco individual, para monitorar a progressão para diabetes tipo 2. A metformina pode ser considerada em casos selecionados de alto risco.
A intolerância a carboidratos é diagnosticada quando a glicemia de jejum está entre 100-125 mg/dL (glicemia de jejum alterada) ou a glicemia 2 horas após a sobrecarga de 75g de glicose está entre 140-199 mg/dL (tolerância à glicose diminuída).
Mulheres com diabetes gestacional têm um risco significativamente aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. O rastreamento pós-parto é crucial para identificar precocemente a intolerância a carboidratos ou o diabetes, permitindo intervenções para prevenir ou retardar a progressão da doença.
A conduta inicial e mais importante é a mudança do estilo de vida, incluindo dieta saudável e prática regular de atividade física. O acompanhamento periódico da glicemia é fundamental, e em alguns casos, a metformina pode ser considerada.
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