Teste do Rosa Bengala na Ceratoconjuntivite Seca

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

Qual dos testes abaixo é o mais indicado para avaliar o dano da superfície ocular causado pela ceratoconjuntivite seca?

Alternativas

  1. A) Teste do rosa-bengala
  2. B) Teste do fenol vermelho
  3. C) Teste de Schirmer
  4. D) Teste do tempo de ruptura do filme lacrimal (break-up time)

Pérola Clínica

Rosa Bengala → Cora células epiteliais desvitalizadas e áreas sem mucina (dano à superfície).

Resumo-Chave

Enquanto o Schirmer avalia a quantidade de lágrima, o Rosa Bengala avalia a qualidade e o dano celular causado pela secura na superfície ocular.

Contexto Educacional

A ceratoconjuntivite seca é uma doença multifatorial da lágrima e da superfície ocular que resulta em sintomas de desconforto e distúrbios visuais. O diagnóstico preciso exige a avaliação de diferentes parâmetros. O uso de corantes vitais é essencial para estadiar a gravidade da doença. O Rosa Bengala cora o epitélio da fenda palpebral (conjuntiva nasal e temporal e córnea inferior) em um padrão típico de 'triângulo'. Um escore elevado de coloração indica dano severo e necessidade de tratamento agressivo com lubrificantes, anti-inflamatórios tópicos ou imunomoduladores. É uma ferramenta clínica rápida e de baixo custo para monitorar a progressão da doença e a resposta terapêutica.

Perguntas Frequentes

O que exatamente o corante Rosa Bengala identifica?

O Rosa Bengala é um corante vital que tem afinidade por células epiteliais mortas ou degeneradas, além de áreas da superfície ocular que perderam sua camada protetora de mucina. Ele cora intensamente as áreas de sofrimento celular na córnea e na conjuntiva bulbar exposta.

Qual a diferença entre o Rosa Bengala e a Lissamina Verde?

Ambos avaliam o dano à superfície ocular e células desvitalizadas. No entanto, o Rosa Bengala é conhecido por causar irritação e ardência ocular significativa após a instilação. A Lissamina Verde possui um perfil de coloração similar, mas é muito mais tolerada pelos pacientes, sendo preferida em muitos protocolos atuais.

O Teste de Schirmer substitui o Rosa Bengala?

Não, eles são complementares. O Teste de Schirmer quantifica a produção da fase aquosa da lágrima (volume). O Rosa Bengala (ou a Lissamina Verde) qualifica o impacto biológico dessa deficiência, mostrando onde e quanto a superfície ocular está sendo lesada pela falta de lubrificação.

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