FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Ao realizar o teste do reflexo vermelho (TRV) no recém-nascido, observa-se um reflexo assimétrico. O exame é, então, refeito com todos os cuidados da técnica para uma acurada interpretação. Sobre o teste (TRV), pode-se afirmar que
TRV assimétrico/ausente → investigar opacidades oculares que impedem desenvolvimento visual cortical e causam ambliopia.
O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) é uma ferramenta de triagem neonatal essencial para detectar precocemente alterações que comprometam a transparência dos meios oculares, como catarata congênita ou retinoblastoma, que podem levar à ambliopia e prejudicar o desenvolvimento visual cortical se não tratadas.
O Teste do Reflexo Vermelho (TRV), também conhecido como "teste do olhinho", é um exame de triagem neonatal obrigatório no Brasil, realizado nas primeiras 72 horas de vida e repetido nas consultas de puericultura. Seu principal objetivo é a detecção precoce de alterações que comprometam a transparência dos meios oculares (córnea, cristalino e vítreo), como catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, hemorragias vítreas e grandes erros refrativos. A presença de um reflexo vermelho homogêneo, simétrico e brilhante em ambos os olhos indica que os meios oculares estão transparentes e a luz está atingindo a retina adequadamente. Um reflexo assimétrico, ausente, esbranquiçado (leucocoria) ou de coloração alterada é um sinal de alerta e exige encaminhamento urgente ao oftalmologista pediátrico para investigação aprofundada. A detecção precoce é fundamental para prevenir a ambliopia (olho preguiçoso) e garantir o desenvolvimento visual cortical adequado. A técnica correta envolve o uso de um oftalmoscópio direto a uma distância de 30-50 cm, com a lente ajustada para "0" (zero), observando o reflexo em ambos os olhos simultaneamente e individualmente. Embora seja uma ferramenta de alta sensibilidade para rastreamento, o TRV não substitui o exame oftalmológico completo, que é indicado em casos de alteração do teste ou em recém-nascidos de risco.
O TRV tem como objetivo principal a detecção precoce de condições que causem opacidades nos meios oculares, como catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito ou hemorragias vítreas, que podem comprometer o desenvolvimento visual.
Um reflexo vermelho assimétrico, ausente ou de coloração alterada pode indicar a presença de alguma opacidade ou alteração estrutural no olho, exigindo investigação imediata por um oftalmologista pediátrico.
Não, o TRV é uma ferramenta de triagem. Embora seja muito importante, ele não substitui o exame oftalmológico completo, que deve ser realizado por um especialista em casos de alteração do TRV ou em bebês de risco.
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