UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Recém-nascido (RN) a termo, com peso ao nascimento de 3.400 gramas, tem alta da maternidade. Pré-natal realizado sem intercorrências. Sem história familiar de doenças. O teste do reflexo vermelho (TRV) foi normal em ambos os olhos. Podese afirmar, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e a Sociedade Brasileira de Pediatria, que se recomenda a repetição do TRV durante as consultas de puericultura pelo menos:
TRV: Repetir 3x/ano nos primeiros 3 anos de vida para rastreamento ocular infantil.
O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) é um exame simples e crucial na puericultura para detecção precoce de anomalias oculares graves em recém-nascidos e lactentes, como catarata congênita e retinoblastoma, que podem levar à cegueira se não tratadas.
O Teste do Reflexo Vermelho (TRV), popularmente conhecido como "teste do olhinho", é um exame simples, rápido e de baixo custo, mas de extrema importância na rotina da puericultura. Ele é realizado para rastrear precocemente alterações oculares que podem comprometer a visão do recém-nascido e da criança pequena. A detecção precoce de patologias como catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, estrabismo e outras opacidades do eixo visual é fundamental para um tratamento oportuno e para prevenir a cegueira ou deficiência visual permanente. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e da Sociedade Brasileira de Pediatria enfatizam a necessidade de realizar o TRV ainda na maternidade, antes da alta, e de repeti-lo periodicamente durante as consultas de puericultura. A recomendação atual é que o teste seja realizado pelo menos 3 vezes ao ano nos primeiros 3 anos de vida da criança, devido à rápida evolução de algumas doenças e à plasticidade do sistema visual na primeira infância. Um reflexo vermelho alterado (ausente, esbranquiçado, assimétrico ou com manchas) é um sinal de alerta que exige encaminhamento imediato a um oftalmologista pediátrico para investigação aprofundada. A falha em realizar o TRV ou em interpretar corretamente seus achados pode atrasar o diagnóstico e o tratamento, impactando significativamente o prognóstico visual da criança. Portanto, a familiaridade com a técnica e a frequência recomendada é essencial para todo residente em pediatria e medicina de família.
O TRV é vital para o rastreamento precoce de doenças oculares graves, como catarata congênita, retinoblastoma e glaucoma, que podem comprometer a visão se não diagnosticadas e tratadas rapidamente.
De acordo com as sociedades de pediatria e oftalmologia pediátrica, o TRV deve ser repetido pelo menos 3 vezes ao ano nos primeiros 3 anos de vida da criança.
O TRV pode indicar a presença de opacidades no eixo visual, como catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, estrabismo significativo e outras anomalias que alteram a passagem da luz.
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