Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Durante a realização do teste do olhinho, iniciado com luz diminuída, aumentando a intensidade aos poucos, com o oftalmoscópio direto próximo ao olho do examinador, ao se observar a ausência de um reflexo vermelho no olho direito, é provável a hipótese diagnóstica de:
Ausência de reflexo vermelho (leucocoria) → Catarata congênita ou Retinoblastoma (emergência!).
O teste do olhinho detecta opacidades no eixo visual. A catarata é a causa mais comum de reflexo ausente ou alterado, exigindo intervenção precoce para evitar ambliopia.
O Teste do Reflexo Vermelho (TRV) é uma ferramenta de triagem simples, mas vital. A detecção precoce de patologias como a catarata congênita é fundamental porque o sistema visual da criança está em desenvolvimento; a falta de estímulo luminoso na retina nos primeiros meses de vida resulta em ambliopia profunda (olho preguiçoso), que pode ser irreversível se não tratada cirurgicamente em tempo hábil.
A ausência do reflexo vermelho, ou a presença de um reflexo esbranquiçado (leucocoria), indica que a luz emitida pelo oftalmoscópio não conseguiu atingir a retina e retornar, devido a uma obstrução no eixo visual. As causas mais graves e comuns incluem a catarata congênita, o retinoblastoma (tumor intraocular), a persistência do vítreo primário hiperplásico e a retinopatia da prematuridade.
O teste deve ser realizado rotineiramente pelo pediatra na maternidade, antes da alta hospitalar, e repetido nas consultas de puerpério pelo menos três vezes ao ano nos primeiros três anos de vida. Qualquer alteração detectada exige encaminhamento imediato e urgente ao oftalmologista para exame sob midríase.
No reflexo normal, ambos os olhos apresentam uma coloração avermelhada, alaranjada ou amarelada, que deve ser simétrica em cor e intensidade. A leucocoria é o 'reflexo de olho de gato', onde se observa uma mancha branca na pupila, sinalizando patologias que podem levar à cegueira irreversível ou risco de vida, no caso de tumores.
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