Tuberculose e Hanseníase na APS: Diagnóstico e Manejo Atual

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

A tuberculose e a hanseníase são as principais doenças infectocontagiosas manejadas na atenção primária em saúde (APS). Sobre seu manejo, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A cultura + TS (teste de sensibilidade) atualmente é rotina na APS devido aos novos casos de resistência aos tuberculostáticos do esquema básico.
  2. B) A vantagem do TRM-TB (teste rápido molecular para tuberculose) do escarro, além do diagnóstico, é a sensibilidade ou resistência à rifampicina, que auxilia bastante o clínico.
  3. C) Hoje, tem-se o TPT (tratamento preventivo da tuberculose) nos casos de ILTB (infecção latente por tuberculose), cuja primeira escolha é o esquema 9H (Isoniazida).
  4. D) Na hanseníase, o esquema PQT-U (polioquimioterapia única) é utilizado para os casos multibacilares e de resistência à clofazimina.
  5. E) As formas indeterminadas e dimorfas da hanseníase são consideradas multibacilares, diferentemente das formas tuberculoide e virchowiana, que são paucibacilares.

Pérola Clínica

TRM-TB do escarro → diagnóstico de TB + detecção de resistência à rifampicina, otimizando o tratamento.

Resumo-Chave

O Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) é uma ferramenta diagnóstica essencial na APS, pois além de confirmar a presença de Mycobacterium tuberculosis, identifica rapidamente a resistência à rifampicina, permitindo o ajuste precoce do esquema terapêutico e melhorando o prognóstico.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) e a hanseníase são doenças infectocontagiosas de grande relevância epidemiológica no Brasil, com manejo prioritário na Atenção Primária em Saúde (APS). O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para o controle dessas doenças e a interrupção da cadeia de transmissão. A constante evolução das ferramentas diagnósticas e dos esquemas terapêuticos exige atualização contínua dos profissionais. No contexto da tuberculose, o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) do escarro representa um avanço significativo. Além de proporcionar um diagnóstico rápido e preciso da presença de Mycobacterium tuberculosis, sua principal vantagem é a capacidade de detectar mutações associadas à resistência à rifampicina, um dos fármacos mais importantes do esquema básico. Essa informação é vital para o clínico, pois permite iniciar um esquema terapêutico adequado para TB resistente de forma precoce, evitando a progressão da doença e a disseminação de cepas resistentes. Em relação à hanseníase, a Polioquimioterapia (PQT) é o tratamento padrão, com esquemas específicos para formas paucibacilares e multibacilares. É importante ressaltar que as formas indeterminadas e tuberculoide são consideradas paucibacilares, enquanto as dimorfas e virchowianas são multibacilares. O tratamento preventivo da tuberculose (TPT) para infecção latente (ILTB) é uma estratégia fundamental para reduzir o risco de adoecimento em populações vulneráveis, sendo o esquema 9H (isoniazida por 9 meses) uma das opções de primeira escolha.

Perguntas Frequentes

Qual a principal vantagem do TRM-TB no diagnóstico da tuberculose?

A principal vantagem do TRM-TB é sua capacidade de diagnosticar a tuberculose de forma rápida e, simultaneamente, identificar a presença de mutações associadas à resistência à rifampicina, um fármaco chave no tratamento.

Quando o tratamento preventivo da tuberculose (TPT) é indicado?

O TPT é indicado para casos de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em contatos de casos de TB ativa, pessoas vivendo com HIV, imunossuprimidos e outras populações de risco, visando prevenir o desenvolvimento da doença ativa.

Quais são as formas de hanseníase consideradas paucibacilares?

As formas paucibacilares da hanseníase incluem a forma indeterminada e a tuberculoide, caracterizadas por menos de cinco lesões de pele e baciloscopia negativa, com tratamento mais curto (PQT-PB).

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