UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
A tuberculose e a hanseníase são as principais doenças infectocontagiosas manejadas na atenção primária em saúde (APS). Sobre seu manejo, é correto afirmar:
TRM-TB do escarro → diagnóstico de TB + detecção de resistência à rifampicina, otimizando o tratamento.
O Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) é uma ferramenta diagnóstica essencial na APS, pois além de confirmar a presença de Mycobacterium tuberculosis, identifica rapidamente a resistência à rifampicina, permitindo o ajuste precoce do esquema terapêutico e melhorando o prognóstico.
A tuberculose (TB) e a hanseníase são doenças infectocontagiosas de grande relevância epidemiológica no Brasil, com manejo prioritário na Atenção Primária em Saúde (APS). O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para o controle dessas doenças e a interrupção da cadeia de transmissão. A constante evolução das ferramentas diagnósticas e dos esquemas terapêuticos exige atualização contínua dos profissionais. No contexto da tuberculose, o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) do escarro representa um avanço significativo. Além de proporcionar um diagnóstico rápido e preciso da presença de Mycobacterium tuberculosis, sua principal vantagem é a capacidade de detectar mutações associadas à resistência à rifampicina, um dos fármacos mais importantes do esquema básico. Essa informação é vital para o clínico, pois permite iniciar um esquema terapêutico adequado para TB resistente de forma precoce, evitando a progressão da doença e a disseminação de cepas resistentes. Em relação à hanseníase, a Polioquimioterapia (PQT) é o tratamento padrão, com esquemas específicos para formas paucibacilares e multibacilares. É importante ressaltar que as formas indeterminadas e tuberculoide são consideradas paucibacilares, enquanto as dimorfas e virchowianas são multibacilares. O tratamento preventivo da tuberculose (TPT) para infecção latente (ILTB) é uma estratégia fundamental para reduzir o risco de adoecimento em populações vulneráveis, sendo o esquema 9H (isoniazida por 9 meses) uma das opções de primeira escolha.
A principal vantagem do TRM-TB é sua capacidade de diagnosticar a tuberculose de forma rápida e, simultaneamente, identificar a presença de mutações associadas à resistência à rifampicina, um fármaco chave no tratamento.
O TPT é indicado para casos de Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) em contatos de casos de TB ativa, pessoas vivendo com HIV, imunossuprimidos e outras populações de risco, visando prevenir o desenvolvimento da doença ativa.
As formas paucibacilares da hanseníase incluem a forma indeterminada e a tuberculoide, caracterizadas por menos de cinco lesões de pele e baciloscopia negativa, com tratamento mais curto (PQT-PB).
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