Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Em caso de amenorréia, o teste de progesterona positivo pode evidenciar, exceto:
Teste de progesterona positivo na amenorreia → estrogênio suficiente e útero responsivo, mas indica anovulação (eixo HHO não normal).
Um teste de progesterona positivo (sangramento de privação após progesterona) indica que há estrogênio suficiente para proliferar o endométrio e que o útero é responsivo. No entanto, a amenorreia persiste porque não houve ovulação, ou seja, o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano não está funcionando normalmente para induzir a ovulação.
A amenorreia, definida como a ausência de menstruação, é uma queixa comum na ginecologia e requer uma investigação diagnóstica sistemática. O teste de progesterona, também conhecido como "teste de sangramento de privação", é uma etapa crucial na avaliação da amenorreia secundária, ajudando a diferenciar as causas. O teste consiste na administração de progesterona (ou progestágeno) por um curto período, seguida pela sua interrupção. Se ocorrer sangramento vaginal 2 a 7 dias após a interrupção (teste positivo), isso indica que o endométrio foi previamente proliferado por níveis adequados de estrogênio endógeno e que o trato de saída (útero e vagina) está íntegro e funcional. A ausência de sangramento espontâneo antes do teste, apesar da presença de estrogênio, sugere que a amenorreia é devido à anovulação crônica, ou seja, à falta de progesterona endógena produzida após a ovulação. Portanto, um teste de progesterona positivo evidencia um nível de estrogênio suficiente e uma função canalicular (uterina) normal, mas não um eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO) normal no que diz respeito à ovulação. Pelo contrário, sugere uma disfunção ovulatória (anovulação), onde o eixo não está orquestrando a liberação do óvulo. Se o teste for negativo, a investigação prossegue para avaliar a deficiência de estrogênio ou problemas anatômicos do trato de saída.
Um teste de progesterona positivo significa que, após a administração de progesterona, ocorre sangramento de privação. Isso indica que o endométrio foi previamente proliferado por estrogênio endógeno suficiente e que o trato de saída (útero e vagina) está pérvio e funcional.
A principal causa é a anovulação crônica. Embora haja produção de estrogênio suficiente para proliferar o endométrio, a ausência de ovulação impede a formação do corpo lúteo e a produção de progesterona endógena, resultando em amenorreia.
Um teste de progesterona negativo (ausência de sangramento) pode indicar deficiência de estrogênio (falha ovariana, disfunção hipotalâmica/hipofisária) ou um problema no trato de saída, como sinéquias uterinas (Síndrome de Asherman) ou obstrução cervical/vaginal.
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