HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Recém-nascido de parto normal, IG: 40 semanas, peso: 3.480 g, e Apgar: 9 e 10 encontra-se com 42 horas de vida em alojamento conjunto e aleitamento materno exclusivo. É submetido ao teste da oximetria que resulta: membro superior direito: 98% e membro inferior: 93%. O teste é repetido após 1 hora e obtém-se membro superior direito: 98% e membro inferior: 92%. Entre os seguintes planos terapêuticos, o melhor para esse neonato é:
Teste da oximetria neonatal falho (diferença > 3% ou saturação < 95%) → ecocardiograma em até 24h.
Um teste da oximetria neonatal que falha, com diferença de saturação > 3% entre membro superior direito e inferior, indica a necessidade de investigação imediata para cardiopatia congênita crítica, sendo o ecocardiograma o próximo passo diagnóstico em até 24 horas.
O teste da oximetria neonatal, também conhecido como teste do coraçãozinho, é uma triagem universal e obrigatória para detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas (CCC) em recém-nascidos. Realizado entre 24 e 48 horas de vida, ele mede a saturação de oxigênio no membro superior direito (pré-ductal) e em um dos membros inferiores (pós-ductal). A detecção precoce é crucial, pois as CCCs são a principal causa de mortalidade infantil por malformações congênitas, e muitas delas requerem intervenção imediata para garantir a sobrevida e minimizar sequelas. Um resultado falho, como o apresentado na questão (diferença > 3% entre os membros), sugere a presença de uma CCC que pode estar causando hipoxemia ou um shunt significativo. A fisiopatologia subjacente pode envolver malformações estruturais do coração ou grandes vasos que alteram o fluxo sanguíneo e a oxigenação. Nesses casos, a conduta imediata é a realização de um ecocardiograma em até 24 horas para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e planejar a intervenção adequada. A espera prolongada ou a alta hospitalar sem investigação podem ser fatais. O ecocardiograma é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de cardiopatias congênitas. Uma vez confirmada a CCC, o tratamento pode variar desde o uso de prostaglandinas (para manter a perviedade do canal arterial em lesões ducto-dependentes) até intervenções cirúrgicas ou cateterismo. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção. Portanto, a interpretação correta do teste da oximetria e a agilidade na conduta são pilares fundamentais na assistência ao recém-nascido.
Um teste da oximetria é considerado falho se a saturação de oxigênio for menor que 95% em qualquer um dos membros (superior direito ou inferior) ou se houver uma diferença maior que 3% entre a saturação do membro superior direito e a do membro inferior.
Uma diferença significativa na saturação entre o membro superior direito (pré-ductal) e o membro inferior (pós-ductal) pode indicar um shunt direita-esquerda através do canal arterial persistente, comum em cardiopatias congênitas cianóticas ou ducto-dependentes.
O teste da oximetria visa detectar cardiopatias congênitas críticas que cursam com hipoxemia ou shunts significativos, como Transposição das Grandes Artérias, Tetralogia de Fallot, Atresia Tricúspide, Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo, entre outras.
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