FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Durante a primeira consulta de puericultura de um recém- nascido de 10 dias de vida, a mãe refere que seu filho foi avaliado com o “teste do olhinho” na maternidade. Com relação a este teste de triagem é possível afirmar que:
Teste do Olhinho → detecta opacidades dos meios transparentes do globo ocular (catarata, retinoblastoma).
O Teste do Olhinho, ou Reflexo Vermelho, é uma triagem essencial para identificar precocemente condições que causam opacidades nos meios oculares, como catarata congênita ou retinoblastoma, permitindo intervenção rápida para preservar a visão.
O Teste do Olhinho, ou Reflexo Vermelho, é um exame de triagem simples e rápido, realizado em recém-nascidos, idealmente ainda na maternidade e repetido nas consultas de puericultura. Sua importância reside na detecção precoce de alterações oculares que podem levar à cegueira, como catarata congênita, retinoblastoma e glaucoma congênito, afetando cerca de 1 a 3% dos recém-nascidos. A identificação precoce permite intervenção terapêutica em tempo hábil, melhorando significativamente o prognóstico visual. Fisiologicamente, o teste avalia a transparência dos meios oculares (córnea, humor aquoso, cristalino e humor vítreo) e a integridade da retina. A presença de um reflexo vermelho-alaranjado simétrico e brilhante em ambos os olhos indica normalidade. Qualquer alteração, como ausência do reflexo, assimetria, reflexo esbranquiçado (leucocoria) ou opacidades, sugere uma patologia e demanda encaminhamento urgente ao oftalmologista pediátrico. O manejo de um teste alterado envolve a confirmação diagnóstica e o tratamento específico da condição subjacente. Por exemplo, a catarata congênita requer cirurgia precoce, enquanto o retinoblastoma exige tratamento oncológico. A falha em realizar ou interpretar corretamente o teste pode resultar em atraso diagnóstico e perda irreversível da visão, destacando a responsabilidade do pediatra e do médico generalista na atenção primária.
O Teste do Olhinho pode detectar opacidades nos meios transparentes do globo ocular, como catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, infecções e outras anomalias que podem comprometer a visão.
O teste é considerado alterado quando há ausência, assimetria ou alteração da cor do reflexo vermelho, presença de reflexo branco (leucocoria) ou qualquer opacidade visível. Nesses casos, o recém-nascido deve ser encaminhado para avaliação oftalmológica especializada.
A realização na maternidade é crucial para o diagnóstico precoce de doenças oculares congênitas, permitindo intervenção terapêutica oportuna. Isso minimiza o risco de ambliopia (olho preguiçoso) e cegueira permanente, garantindo o desenvolvimento visual adequado da criança.
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