UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
O teste de Mitsuda revela o(a):
Teste de Mitsuda → avalia imunidade celular do hospedeiro à hanseníase (reação tipo IV).
O teste de Mitsuda, ou reação de Mitsuda, avalia a resposta imune celular do hospedeiro ao Mycobacterium leprae. É um teste de hipersensibilidade tardia (tipo IV) que indica o grau de resistência natural ou imunidade celular à hanseníase, sendo positivo em formas tuberculoide e negativo em formas virchowianas.
O teste de Mitsuda, também conhecido como reação de Mitsuda ou teste da lepromina, é uma ferramenta importante na compreensão da resposta imune do hospedeiro à hanseníase. Ele consiste na injeção intradérmica de uma suspensão de bacilos de Mycobacterium leprae inativados (lepromina) e na observação da reação inflamatória local após 21 a 28 dias. Esta reação tardia é um reflexo da hipersensibilidade tipo IV, mediada por células T. A principal utilidade do teste de Mitsuda é avaliar o grau de imunidade celular do indivíduo ao bacilo da hanseníase. Um resultado positivo indica uma boa resposta imune celular, característica das formas paucibacilares (tuberculoide), onde o sistema imune é capaz de conter a proliferação bacilar. Por outro lado, um resultado negativo é típico das formas multibacilares (virchowiana), que apresentam uma resposta imune celular deficiente, permitindo a proliferação maciça do bacilo. Para residentes, é crucial entender que o teste de Mitsuda não é um teste diagnóstico para hanseníase ativa, mas sim um indicador prognóstico e de classificação imunológica. Ele auxilia na compreensão da patogenia da doença e na distinção entre as diferentes formas clínicas, o que pode influenciar a abordagem terapêutica e o acompanhamento do paciente.
O teste de Mitsuda avalia a capacidade do hospedeiro de desenvolver uma resposta imune celular tardia (hipersensibilidade tipo IV) ao Mycobacterium leprae, indicando o grau de resistência natural ou imunidade à hanseníase.
O teste de Mitsuda é geralmente positivo nas formas paucibacilares (tuberculoide e borderline tuberculoide), que apresentam boa resposta imune celular. É negativo ou fracamente positivo nas formas multibacilares (virchowiana e borderline virchowiana), que têm deficiência na resposta imune celular.
Não, o teste de Mitsuda não é um método para diagnóstico de hanseníase ativa. Ele reflete a imunidade celular do indivíduo ao bacilo e é mais útil para classificação imunológica e prognóstico, não para identificar uma infecção presente.
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