UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Qual é o teste que identifica a presença e o volume de eritrócitos fetais no sangue materno?
Teste de Kleihauer-Betke → quantifica hemácias fetais em sangue materno para dose anti-D.
O teste de Kleihauer-Betke é crucial para determinar a dose adequada de imunoglobulina anti-D em gestantes Rh-negativas expostas a sangue Rh-positivo fetal, prevenindo a isoimunização e suas complicações em gestações futuras. Ele diferencia hemácias fetais (HbF) das maternas (HbA).
O teste de Kleihauer-Betke é um método laboratorial essencial na obstetrícia, utilizado para identificar e quantificar a presença de eritrócitos fetais na circulação materna. Sua principal aplicação é na avaliação de hemorragias feto-maternas, especialmente em gestantes Rh-negativas expostas a sangue Rh-positivo fetal, como em casos de trauma abdominal, descolamento prematuro de placenta, procedimentos invasivos ou após o parto. A correta quantificação é crucial para determinar a dose adequada de imunoglobulina anti-D a ser administrada, prevenindo a isoimunização materna. A fisiopatologia da isoimunização Rh envolve a produção de anticorpos maternos contra antígenos Rh presentes nas hemácias fetais, o que pode levar à doença hemolítica do recém-nascido (DHRN) em gestações subsequentes. O teste de Kleihauer-Betke baseia-se na diferença de resistência da hemoglobina fetal (HbF) à eluição ácida em comparação com a hemoglobina adulta (HbA). As hemácias fetais, ricas em HbF, resistem à eluição e permanecem coradas, enquanto as hemácias maternas perdem a coloração, permitindo sua distinção e contagem ao microscópio. O tratamento e a profilaxia da isoimunização Rh dependem da administração de imunoglobulina anti-D. A dose padrão é de 300 µg, que neutraliza até 30 mL de sangue fetal total ou 15 mL de hemácias fetais. Em casos de hemorragias feto-maternas maciças, a dose deve ser ajustada com base nos resultados do Kleihauer-Betke. A compreensão desse teste é vital para residentes, pois impacta diretamente a prevenção de uma condição grave e potencialmente fatal para o feto.
Sinais podem ser inespecíficos, mas incluem diminuição dos movimentos fetais, sofrimento fetal, ou podem ser assintomáticos, sendo detectados por rastreamento em situações de risco.
Após um teste positivo, a dose de imunoglobulina anti-D deve ser calculada com base no volume de hemácias fetais detectadas para garantir a profilaxia adequada da isoimunização Rh.
O teste se baseia na maior resistência da hemoglobina fetal (HbF) à eluição ácida em comparação com a hemoglobina adulta (HbA), permitindo a visualização e contagem das hemácias fetais.
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