CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Na semiologia das obstruções das vias lacrimais de drenagem, o teste que usa a irrigação direta com seringa através dos pontos lacrimais é conhecido como:
Jones I (fisiológico) → corante no nariz; Jones II (anatômico) → irrigação após Jones I.
O teste secundário de Jones utiliza a irrigação forçada com soro para verificar se a fluoresceína instilada previamente chegou ao saco lacrimal, diferenciando obstruções funcionais de anatômicas.
A semiologia das vias lacrimais é essencial para o diagnóstico diferencial das epíforas. O teste de Jones é dividido em duas etapas. O teste primário (Jones I) é altamente específico: se a fluoresceína for recuperada no nariz, o sistema está funcionando normalmente. O teste secundário (Jones II) é realizado apenas se o primeiro for negativo. Ele identifica se a falha na drenagem foi por incapacidade do corante entrar no sistema (obstrução dos pontos ou canalículos) ou por incapacidade de sair do saco lacrimal para o nariz. A irrigação direta com seringa é a manobra técnica que define o teste secundário, permitindo distinguir entre obstruções anatômicas totais e disfunções fisiológicas da bomba lacrimal.
O teste de Jones primário (I) avalia a drenagem lacrimal em condições fisiológicas; instila-se fluoresceína no saco conjuntival e verifica-se sua presença no meato inferior após 5 minutos. Se positivo, o sistema é patente. Se negativo, realiza-se o teste secundário (II). No Jones II, o excesso de corante é lavado e o sistema é irrigado com soro fisiológico através de uma cânula. Se o soro sair pelo nariz tingido de fluoresceína, o teste é positivo, indicando que o corante entrou no saco (obstrução funcional ou parcial distal). Se sair limpo, o corante nem chegou ao saco (obstrução proximal).
Um teste de Jones II positivo ocorre quando, após a irrigação forçada, o líquido recuperado no nariz está corado com a fluoresceína que foi instilada no início do teste de Jones I. Isso prova que a bomba lacrimal e os canalículos funcionaram o suficiente para levar o corante até o saco lacrimal, mas houve uma falha na drenagem espontânea para o nariz. Isso sugere uma obstrução funcional ou uma estenose parcial do ducto nasolacrimal.
Ele é indicado na avaliação de pacientes com epífora (lacrimejamento excessivo) em que a inspeção inicial e a biomicroscopia não revelam uma causa óbvia (como ectrópio ou triquíase). É fundamental para localizar o nível da obstrução (superior/proximal vs inferior/distal) e decidir entre tratamentos conservadores ou cirúrgicos, como a dacriocistorrinostomia.
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