CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Paciente de 50 anos, com queixa de lacrimejamento crônico, foi submetido ao teste de Jones I bilateral, no qual foi detectado corante na fossa nasal somente à direita. Sequencialmente foi submetido ao teste de Jones II que identificou saída de solução com fluoresceina pelas narinas bilateralmente. Esse paciente provavelmente apresenta:
Jones I (-) e Jones II (+) → Via anatômica pérvia, mas falha funcional da bomba lacrimal.
O teste de Jones I avalia a drenagem fisiológica; se negativo, o Jones II (irrigação sob pressão) diferencia se a causa é uma obstrução anatômica (Jones II negativo) ou funcional/bomba (Jones II positivo).
A investigação da epífora (lacrimejamento excessivo) exige uma abordagem sistemática para distinguir entre hipersecreção e falha na drenagem. Os testes de Jones são ferramentas semiológicas clássicas. O Jones I é altamente específico quando positivo, mas apresenta muitos falsos negativos em indivíduos normais. No caso clínico apresentado, a presença de corante no Jones II após um Jones I negativo à esquerda confirma que o sistema canalicular e o ducto nasolacrimal não estão bloqueados fisicamente. Portanto, o problema reside na incapacidade fisiológica de transportar a lágrima da superfície ocular para o sistema coletor, diagnóstico definido como falência do mecanismo de bomba lacrimal.
O teste de Jones I (teste primário) consiste na instilação de fluoresceína no saco conjuntival e observação de sua passagem espontânea para a fossa nasal (confirmada por swab ou assoar o nariz). Um resultado positivo indica que o sistema de drenagem lacrimal está funcionando normalmente. Um resultado negativo indica que há um problema na drenagem, mas não diferencia se é uma obstrução física ou falha na bomba.
O teste de Jones II (teste secundário) é realizado após um Jones I negativo. Lava-se o excesso de corante e irriga--se a via lacrimal com soro sob pressão. Se o soro sair pelo nariz com corante, o teste é positivo, indicando que a via está pérvia (aberta), mas a 'bomba lacrimal' (músculo orbicular) falhou em empurrar a lágrima. Se o soro sair limpo ou não passar, indica obstrução anatômica.
A falência da bomba lacrimal ocorre quando os mecanismos musculares que auxiliam a drenagem da lágrima para o saco lacrimal estão comprometidos. As causas comuns incluem paralisia facial (nervo VII), frouxidão palpebral senil, ectrópio ou cicatrizes que impedem o fechamento adequado das pálpebras e a compressão dos canalículos.
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