CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Não havendo impregnação de fluoresceína em um cotonete posicionado no meato nasal inferior após 10 minutos da instilação do corante no saco conjuntival ipsilateral, podemos afirmar que:
Teste de Jones I negativo → não diferencia nível de obstrução (alta/baixa) ou falha de bomba.
O Teste de Jones I avalia a patência fisiológica da via lacrimal. Um resultado negativo indica apenas que o corante não chegou ao nariz, exigindo o Teste de Jones II para localização anatômica.
A avaliação da epífora (lacrimejamento excessivo) é um desafio comum na oftalmologia. O Teste de Jones I é um teste fisiológico, pois depende da mecânica natural da pálpebra e da sucção do sistema lacrimal. No entanto, sua sensibilidade é variável, e muitos indivíduos normais podem apresentar resultados negativos falsos. Por essa razão, a semiologia das vias lacrimais deve ser sistemática. O diagnóstico diferencial entre obstrução anatômica (estenoses, dacriólitos) e funcional (frouxidão palpebral, paralisia facial) é crucial para a indicação cirúrgica correta, como a dacriocistorrinostomia (DCR).
Um Teste de Jones I é considerado positivo quando a fluoresceína instilada no saco conjuntival é recuperada no meato nasal inferior (geralmente via cotonete ou assoar do nariz) após 5 a 10 minutos. Isso confirma que o sistema de drenagem lacrimal está anatomicamente pérvio e funcionalmente ativo, descartando obstruções significativas.
Após um resultado negativo (ausência de corante no nariz), deve-se realizar o Teste de Jones II (teste secundário ou de irrigação). Neste, o corante residual é lavado do fórnice e soro fisiológico é injetado sob pressão através do canalículo. A recuperação de corante no nariz durante o Jones II sugere que a via está pérvia, mas houve falha funcional (bomba lacrimal) ou obstrução parcial.
A diferenciação depende da combinação dos testes de Jones e da dacriocistografia. No Jones II, se o soro reflui pelos canalículos sem chegar ao nariz, a obstrução é considerada total. Se o refluxo ocorre pelo mesmo canalículo, a obstrução é alta (canalicular); se reflui pelo canalículo oposto, a obstrução é baixa (distal ao canalículo comum, geralmente no ducto nasolacrimal).
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