Teste de Ishihara: Diagnóstico de Discromatopsia Verde-Vermelho

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020

Enunciado

O teste cromático de Ishihara é capaz de detectar defeito na visão de quais cores?

Alternativas

  1. A) Verde e azul.
  2. B) Vermelho e amarelo.
  3. C) Verde e vermelho.
  4. D) Amarelo e azul.

Pérola Clínica

Teste de Ishihara = detecção de defeitos no eixo verde-vermelho (protanopia e deuteranopia).

Resumo-Chave

O teste de Ishihara utiliza placas pseudoisocromáticas para identificar deficiências congênitas de visão cromática, focando especificamente no eixo protan (vermelho) e deutan (verde).

Contexto Educacional

O teste de Ishihara é o padrão-ouro para triagem de daltonismo congênito devido à sua facilidade de aplicação e alta sensibilidade para defeitos hereditários ligados ao cromossomo X. Ele consiste em uma série de placas circulares contendo pontos de cores e tamanhos variados que formam um número ou forma visível apenas para quem possui visão cromática normal. Na prática clínica, é essencial para medicina ocupacional e pediatria. Defeitos no eixo verde-vermelho são os mais prevalentes na população masculina. Embora existam versões digitais, o teste original impresso sob iluminação controlada (luz do dia) permanece como a referência para evitar falsos resultados por calibração de tela inadequada.

Perguntas Frequentes

O que o teste de Ishihara avalia?

O teste avalia a capacidade de distinguir cores no eixo verde-vermelho através de placas com números camuflados em pontos coloridos. É o método mais comum para triagem de daltonismo congênito em ambientes clínicos.

Como interpretar o resultado do teste?

O paciente deve identificar corretamente os números ou caminhos nas placas. Erros consistentes em placas específicas indicam deficiência no espectro vermelho (protan) ou verde (deutan), permitindo classificar o tipo de discromatopsia.

O teste detecta tritanopia?

Não, o teste de Ishihara não possui placas sensíveis para o eixo azul-amarelo (tritanopia). Para diagnosticar defeitos nesse eixo, geralmente associados a doenças adquiridas da retina ou nervo óptico, utilizam-se testes de ordenação de cores.

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