CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Na semiologia dos estrabismos, com relação ao teste de forças geradas, é correto afirmar:
Teste de forças geradas → Usa pinça para medir a força de contração ativa do músculo.
O teste de forças geradas avalia a capacidade contrátil de um músculo extraocular, sendo essencial para diferenciar se uma limitação de movimento é por paralisia (falta de força) ou restrição (barreira mecânica).
Na semiologia avançada do estrabismo, os testes dinâmicos são fundamentais. Enquanto a ducção passiva nos diz se o olho 'consegue ser levado' a uma posição, o teste de forças geradas nos diz se o músculo 'consegue puxar' o olho. A utilização de pinças de apreensão firme é necessária para que o médico sinta a resistência e a força vetorial. Este teste é particularmente útil em casos de trauma orbital com suspeita de aprisionamento muscular ou em paralisias de nervos cranianos (III, IV e VI pares). Um teste de forças geradas positivo (presença de força) em um olho que não se move confirma que o músculo está inervado, mas algo mecanicamente impede o deslocamento do globo.
O teste é realizado sob anestesia tópica. O examinador utiliza uma pinça (como a de Bonn ou Colibri) para apreender o globo ocular no limbo. Pede-se ao paciente que tente mover o olho na direção do músculo testado. O examinador sente a força de tração exercida pelo músculo contra a pinça.
Sua principal indicação é diferenciar uma paralisia muscular de uma restrição mecânica. Se o examinador sentir uma força de tração forte na pinça, mas o olho não se move, a causa é restritiva. Se não houver percepção de força, a causa é parética ou paralítica.
Não, pois exige a colaboração ativa do paciente para realizar o movimento ocular sob comando. Para avaliação sob anestesia geral, utiliza-se o teste de ducção passiva, que não depende da contração muscular voluntária.
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