CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
(ANULADA) Em relação à utilização do colírio de fenilefrina a 2,5% no diagnóstico diferencial das hiperemias oculares, é correto afirmar:
Fenilefrina 2,5% → Branqueia vasos superficiais (episclerite); vasos profundos (esclerite) permanecem vermelhos.
A fenilefrina a 2,5% é um teste clínico que diferencia a inflamação superficial (episclerite) da profunda (esclerite) pela resposta de vasoconstrição dos vasos episclerais.
A hiperemia ocular é um dos sinais mais comuns na prática oftalmológica, e sua diferenciação correta é fundamental. A superfície ocular possui três redes vasculares principais: os vasos conjuntivais (mais superficiais e móveis), o plexo episcleral superficial (disposto radialmente) e o plexo episcleral profundo (aderido à esclera, com aspecto azulado/violáceo). O uso da fenilefrina a 2,5% serve como uma ferramenta semiológica valiosa. Ao promover a vasoconstrição dos vasos superficiais, o examinador consegue visualizar se a inflamação persiste nas camadas profundas. Se o olho 'clarear', confirma-se o envolvimento apenas superficial (conjuntivite ou episclerite). Se a coloração violácea persistir, o diagnóstico de esclerite ganha força, exigindo investigação sistêmica para colagenoses (como Artrite Reumatoide ou Granulomatose de Wegener) e tratamento agressivo com corticoides ou imunossupressores.
O teste consiste na instilação de uma gota de fenilefrina a 2,5% (ou 10%) no olho hiperemiado. A fenilefrina é um agonista alfa-adrenérgico que promove a constrição dos vasos sanguíneos superficiais da conjuntiva e do plexo episcleral superficial. Na episclerite, a hiperemia é predominantemente desses vasos superficiais, ocorrendo o branqueamento em 10 a 15 minutos. Na esclerite, a inflamação envolve o plexo episcleral profundo e a própria esclera; esses vasos profundos não sofrem vasoconstrição significativa com a fenilefrina, mantendo o aspecto violáceo ou hiperemiado.
Embora a questão mencione a concentração de 2,5%, a fenilefrina a 10% é frequentemente usada em oftalmologia para midríase máxima. Em pacientes idosos ou com doenças cardiovasculares, a absorção sistêmica através da mucosa nasolacrimal pode causar efeitos colaterais graves, como hipertensão arterial aguda, taquicardia, arritmias e até infarto do miocárdio. Por isso, recomenda-se a oclusão do ponto lacrimal após a instilação e preferência pela concentração de 2,5% em pacientes de risco.
Sim, a fenilefrina promove o branqueamento da hiperemia conjuntival, que é a mais superficial de todas. No entanto, o diagnóstico de conjuntivite é eminentemente clínico (secreção, prurido, sensação de corpo estranho). O valor real do teste da fenilefrina reside na diferenciação entre episclerite (condição geralmente benigna e autolimitada) e esclerite (condição grave, frequentemente associada a doenças sistêmicas autoimunes e com risco de perfuração ocular), onde a conduta terapêutica é drasticamente diferente.
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