Teste da Fenilefrina 2,5% no Diagnóstico de Hiperemia Ocular

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

Em relação à utilização do colírio de fenilefrina a 2,5% no diagnóstico diferencial das hiperemias oculares, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) É utilizada para diferenciar as esclerites anteriores difusas das esclerites anteriores nodulares.
  2. B) Permite diferenciar episclerites das esclerites.
  3. C) Permite diferenciar a hiperemia conjuntival daquela originada nas camadas mais profundas da superfície ocular.
  4. D) Promove a constrição dos vasos da esclera, mas não da episclera.

Pérola Clínica

Fenilefrina 2,5% → branqueia vasos superficiais (conjuntiva/episclera); vasos profundos (esclera) não clareiam.

Resumo-Chave

O teste da fenilefrina é fundamental para diferenciar a origem da congestão vascular ocular. Vasos superficiais respondem ao vasoconstritor, enquanto a congestão escleral profunda permanece inalterada.

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial das hiperemias oculares é um desafio clínico comum. A distinção entre condições benignas, como a conjuntivite ou episclerite, e condições potencialmente graves, como a esclerite, é vital. A esclerite está frequentemente associada a doenças sistêmicas autoimunes e pode levar à perfuração ocular se não tratada. A fenilefrina a 2,5% atua como um agonista alfa-adrenérgico potente, causando a contração da musculatura lisa dos vasos sanguíneos mais superficiais. Vasos esclerais profundos são maiores e não respondem da mesma forma, permitindo que o examinador identifique a camada anatômica afetada pela inflamação.

Perguntas Frequentes

Como funciona o teste da fenilefrina na oftalmologia?

O teste consiste na instilação de uma gota de fenilefrina a 2,5% no olho hiperemiado. Após cerca de 10 a 15 minutos, avalia-se o branqueamento dos vasos. Se houver clareamento significativo, a hiperemia é superficial (conjuntival ou episcleral), sugerindo episclerite. Se a vermelhidão persistir, a inflamação envolve os vasos esclerais profundos, indicando esclerite.

Qual a diferença de resposta entre episclerite e esclerite ao colírio?

Na episclerite, os vasos do plexo episcleral superficial sofrem vasoconstrição e o olho 'clareia'. Na esclerite, a inflamação atinge o plexo vascular profundo, que não responde à fenilefrina, mantendo a coloração violácea ou hiperemiada característica da doença escleral.

A fenilefrina diferencia esclerite difusa de nodular?

Não. A fenilefrina diferencia a profundidade do acometimento vascular (superficial vs. profundo). Tanto a esclerite difusa quanto a nodular envolvem tecidos profundos que não sofrem branqueamento com o colírio, portanto o teste não distingue subtipos de esclerite entre si.

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