CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Na semiótica da blefaroptose a instilação de colírio de fenilefrina a 2.5%:
Fenilefrina 2.5% → Estimula receptores simpáticos do M. de Muller → Elevação palpebral (teste +).
O teste da fenilefrina avalia a função do músculo de Muller. Uma resposta positiva (elevação da pálpebra) indica que a ressecção conjuntivo-mulleriana pode ser eficaz para corrigir a ptose.
A blefaroptose pode ser classificada em miogênica, neurogênica, aponeurótica ou mecânica. O músculo de Muller, um músculo liso inervado pelo sistema simpático, contribui com cerca de 2 mm para a elevação da pálpebra superior. O teste da fenilefrina é uma ferramenta diagnóstica e preditiva essencial. Em casos de Síndrome de Horner, onde há denervação simpática, o músculo de Muller torna-se hipersensível aos agonistas alfa-adrenérgicos, resultando em uma elevação pronunciada após a instilação do colírio.
Instila-se uma gota de fenilefrina a 2,5% ou 10% no fundo de saco conjuntival superior. Após 5 a 10 minutos, mede-se a fenda palpebral. Se a pálpebra subir para um nível esteticamente aceitável, o teste é considerado positivo.
Ele serve para avaliar a integridade da inervação simpática e a força do músculo de Muller. É fundamental no planejamento cirúrgico, indicando se o paciente é candidato a técnicas como a ressecção de Muller ou cirurgia de Fasanella-Servat.
Embora raro em concentrações de 2,5%, a absorção sistêmica pode causar hipertensão arterial, taquicardia e arritmias, especialmente em idosos ou pacientes com doenças cardiovasculares prévias. Deve-se ter cautela e realizar compressão do ponto lacrimal.
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